
Matheuzinho pode ser punido por agressão física (Foto/Matheus França Silva/Corinthians)
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva apresentou uma série de denúncias após o clássico entre Corinthians e Palmeiras, realizado recentemente. O caso envolve diversos episódios registrados na partida e pode resultar em punições pesadas, principalmente para o clube mandante, que corre risco de perder até 10 mandos de campo.
O procurador Caio Porto Ferreira detalhou atitudes consideradas irregulares ao longo do confronto. Entre os principais pontos está a expulsão do volante André, que fez um gesto obsceno durante o jogo. A conduta foi enquadrada como infração à ética desportiva e pode gerar suspensão.
Além disso, outros jogadores do Corinthians também foram denunciados. Matheuzinho pode ser punido por agressão física, com risco de suspensão mais longa. Hugo Souza foi citado por declarações após a partida, ao afirmar que a arbitragem favoreceu apenas um dos lados, interpretação que foi tratada como ofensa à honra do árbitro. Já Breno Bidon foi denunciado por participação em ato hostil durante a confusão no túnel de acesso aos vestiários.
A comissão técnica também entrou na lista. O preparador de goleiros Luiz Fernando dos Santos foi denunciado por envolvimento direto na briga após o apito final, podendo sofrer suspensão.
Entre os episódios relatados, chamou atenção o lançamento de um porco de pelúcia no gramado com auxílio de um drone. O documento ainda menciona atraso no início da partida, tumulto generalizado e atos discriminatórios, incluindo injúria racial contra o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras.
Diante do conjunto de ocorrências, o Corinthians foi enquadrado em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, incluindo desordem na praça esportiva, atraso no reinício do jogo, injúria racial e participação em rixa. As punições previstas vão de multa até perda de mandos de campo.
O Palmeiras, por sua vez, foi denunciado apenas pela confusão no túnel após o fim do clássico. Nesse caso, a punição pode ser multa, especialmente se não houver identificação dos envolvidos.
O documento também destaca a necessidade de uma postura mais rigorosa por parte do tribunal, com caráter educativo, para reforçar o respeito entre atletas, comissões e demais envolvidos, além de preservar a integridade da competição.