Vinnicius Silva/Cruzeiro
Itair Machado, vice-presidente de futebol, apresentou novo contrato repactuado
A investigação ao Cruzeiro se estendeu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A assessoria da entidade confirmou ao UOL Esporte a averiguação dos fatos. A ideia é constatar se há irregularidades nos contratos publicados pelo Fantástico, no último domingo (26).
O principal alvo, conforme apurado pela reportagem, é o contrato de mútuo em que o clube cede os direitos econômicos de dez atletas ao empresário Cristiano Richard dos Santos Machado em troca da quitação do empréstimo de R$ 2 milhões. Entre os envolvidos, está o garoto Estevão William, que tinha 11 anos à época.
O documento, assinado pelo trio formado por Wagner Pires de Sá (mandatário), Itair Machado (vice-presidente de futebol) e Sérgio Nonato dos Reis (diretor-geral) em 3 de abril de 2018, dizia em sua cláusula segunda, nomeada "da dação em pagamento":
Diante da repercussão negativa da denúncia, a diretoria do Cruzeiro refez o contrato com Cristiano Richard do Santos Machado na tarde da última segunda-feira (27). O clube alega ter feito o pagamento de R$ 600 mil dos R$2 milhões contraídos em empréstimo em março do ano passado. O débito restante de R$1,4 milhão, portanto, seria pago em oito parcelas que superam os R$190 mil por conta dos juros.
Mesmo com mudança no contrato, o acordo anterior segue investigado pelo STJD, uma vez que o clube prometia ceder percentual de direitos econômicos a terceiros, o que é vedado pela Fifa desde maio de 2015.
Portanto, a dívida do Cruzeiro a Cristiano Richard dos Santos Machado pode ser considerada danosa ao clube e vantajosa para o empresário, mesmo que o primeiro contrato já não tenha mais validade.