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Tifanny foi a primeira mulher transgênero a receber autorização para jogar torneios de elite
Tifanny Abreu foi a primeira mulher transgênero a receber autorização para jogar torneios de elite de vôlei feminino, mas não será a última. Aos 18 anos, a espanhola Omaira Perdomo recebeu o OK da Federação local para jogar a próxima temporada pelo CV CCO 7 Palmas, equipe das ilhas Canárias que chegou à semifinal do último Campeonato Espanhol.
"É um sonho realizado", comentou a jogadora, em entrevista ao jornal Marca. Aos 18 anos, ela já havia atuado recentemente pela liga juvenil feminina e chegou a defender o CV CCO 7 Palmas em um fim de set de um jogo da fase classificatória da edição 17/18 da Superliga espanhola em fevereiro, mas ainda sofria com a indefinição a respeito de sua situação. Agora, ela garante estar acostumada a ser o centro das atenções.
"Encaro isso com naturalidade e tenho a consciência de que não posso perder a cabeça ou ficar irritada cada vez que alguém me olha", afirmou a central de 1,87 m.
Diferentemente de Tifanny, que só iniciou a transição para o sexo feminino já adulta e depois de ter jogado contra homens na elite do voleibol, Omaira começou a mudança ainda na adolescência com o apoio da mãe. "O processo foi feito pouco a pouco. Não sabia bem o que era a transexualidade, mas tinha bem claro do que eu gostava. Me sinto uma mulher dos pés à cabeça", declarou.
Primeira mulher transgênero a atuar na elite de um esporte olímpico na Espanha, a meio de rede se diz bem tratada pelas colegas de equipe e recebendo o carinho de todos, mas quer virar um exemplo. "Sei que muitas pessoas são como eu, mas não há uma referência no esporte para ajudá-las. Lutei por mim e acho que minha história pode ajudar outras meninas e meninos", destacou a jogadora.