
Jogadores da RD do Congo durante a Copa Africana de Nações (Foto/Getty Images)
A seleção da República Democrática do Congo precisou alterar toda a programação de preparação para a Copa do Mundo de 2026 por causa do surto de ebola no país. A equipe cancelou atividades previstas em Kinshasa e decidiu concentrar os treinamentos na Bélgica após restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos.
Entre os eventos suspensos estavam um treino aberto ao público e uma cerimônia de despedida com o presidente Félix Tshisekedi, marcada para o dia 25 de maio. Segundo representantes da delegação, as medidas adotadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) inviabilizaram a permanência da equipe no país africano às vésperas do torneio.
As autoridades norte-americanas proibiram a entrada de pessoas sem cidadania dos EUA que tenham passado pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. Com isso, integrantes da comissão técnica baseados no Congo precisaram deixar o país antes do prazo limite para garantir entrada sem restrições nos Estados Unidos.
A delegação agora manterá toda a preparação em Bruxelas, onde também ocorrerá o evento de despedida originalmente planejado para Kinshasa.
Apesar da mudança de logística, dirigentes da seleção minimizaram os impactos no cronograma. Segundo o gerente da equipe, Dodo Landu, a passagem pela capital congolesa seria curta e a alteração não compromete o planejamento esportivo.
Durante o Mundial, a seleção ficará hospedada em Houston, no Texas. A estreia será contra Portugal, seguida pelos confrontos diante da Colômbia e do Uzbequistão na fase de grupos.
De acordo com autoridades de saúde, o atual surto de ebola na República Democrática do Congo já soma cerca de 600 casos suspeitos e 139 mortes sob investigação.