ESPORTE

Técnico se divide entre Adenor e Tite para lidar com caso Neymar

Comandante da Seleção Brasileira falou sobre o assunto, em entrevista coletiva

Folhapress
Publicado em 03/06/2019 às 18:30Atualizado em 17/12/2022 às 21:19
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Foto/ Lucas Figueiredo/CBF

Técnico Tite respondeu muitas perguntas sobre ‘caso Neymar’

O técnico Tite concedeu uma entrevista de 47 minutos, nesta segunda-feira (3), em Teresópolis-RJ, e teve de responder a 20 perguntas sobre Neymar entre as 26 realizadas. Enquanto tentava lidar com a situação espinhosa envolvendo o atacante, investigado por suposto estupro e por suposto crime virtual, um carro da DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática) apareceu na Granja Comary para intimar o jogador a depor. 

Nesse cenário complicado, o treinador procurou demonstrar maior simpatia do que em entrevistas anteriores e mostrar seu "lado humano", como gosta de dizer. "Digo que o Adenor está acima", afirmou o gaúcho, citando seu nome de batismo. "O Tite não vai engolir o Adenor, não. O cargo não vai engolir. De repente, pode ter um momento de vaidade, tenho os meus, sou orgulhoso. Mas tenho tempo de rodagem para saber que meus valores são muito bem calcados e consolidados na minha carreira."

Foi nessa toada que boa parte da entrevista foi levada. Sobre o ‘caso Neymar’, o técnico disse: "Eu não vou me permitir a julgar os fatos. O que eu posso passar é que são três anos que tenho de convívio com o Neymar, e os assuntos pessoais que tratamos foram leais e verdadeiros", afirmou.

Foi Adenor que recebeu Neymar em seu quarto para uma troca de ideias no último domingo (2), já diante da situação difícil criada com a acusação de estupro. Mas, mesmo não sendo a faixa de capitão da seleção algo íntimo e pessoal, Tite preferiu não dar nenhuma justificativa sobre o motivo pelo qual mudou o dono do acessório - que agora é de Daniel Alves. 

Quando tinha anunciado a convocação para a Copa América, o gaúcho sofrera críticas por não aplicar ao craque do time seus rígidos critérios disciplinares. O atleta, no Paris Saint-Germain, havia dado um soco em um torcedor, mas o treinador disse que só se pronunciaria sobre o tema depois de conversar com ele, mostrando irritação com a insistência nas perguntas relacionadas ao assunto.

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