Na segunda-feira (25), a diretoria do Cruzeiro informou que, a partir de agora, os jogadores não concederão mais entrevistas na Toca da Raposa
Na segunda-feira (25), a diretoria do Cruzeiro informou que, a partir de agora, os jogadores não concederão mais entrevistas na Toca da Raposa e na saída de campo (exceto para a TV). A medida foi adotada dias após Thiago Neves protagonizar uma situação embaraçosa. Ele disse estar jogando no sacrifício, o que pegou o técnico Abel Braga e o gestor de futebol, Zezé Perrella, de surpresa.
Além do “toque de silêncio”, a diretoria celeste precisou convocar o médico do clube para desmentir o atleta e informar que Thiago apresenta condições normais de jogo. A declaração do meia não foi a primeira que colocou um treinador em saia justa no clube. Mano Menezes e, principalmente, Rogério Ceni viveram situações parecidas.
Técnico do Cruzeiro por mais de três anos, Mano conseguiu construir uma ótima relação com os jogadores, mas acabou demitido por causa da falta de resultados positivos. Com estilo que prioriza a marcação, o técnico foi bastante criticado em seus últimos meses, quando o Cruzeiro adotou posturas extremamente defensivas em campo. Em alguns momentos, Thiago Neves saiu em defesa do treinador, mas não deixou de alfinetar o método do comandante, assim que Rogério Ceni chegou ao clube.
Ao vencer o então líder Santos, Thiago elogiou o estilo mais ofensivo da Raposa, procurando ficar com a bola, dizendo que fazia tempo que o Cruzeiro não jogava daquela maneira e que era assim que eles gostavam de jogar. Dias depois, Thiago voltou a dizer que Rogério, ao lado de Renato Gaúcho, era o treinador que mais ajudava a melhorar seu futebol em campo, responsável por deixá-lo jogar da maneira que mais gosta, mais solto e sem tantos compromissos defensivos.
Mas a lua de mel com Ceni durou pouco. Thiago foi considerado o pivô da demissão do técnico, que não conseguiu sustentar uma boa relação com o elenco. A principal declaração do meia em relação ao comandante aconteceu na eliminação da Copa do Brasil para o Internacional, criticando as mudanças de Ceni, que, para ele, foram muitas e em cima da hora. Rogério, também de forma pública, desmentiu o jogador, aumentando o desgaste. A saída do ex-goleiro foi decretada após uma discussão com os jogadores nos vestiários sobre a escalação de Thiago Neves.