A partir do momento que anunciou a lista de convocados para os amistosos nos Estados Unidos com três jogadores envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, que terá confrontos Palmeiras x Cruzeiro e Flamengo x Corinthians nesta quarta, Tite começou a receber críticas. Ao longo dos cerca de dez dias da Seleção em solo norte-americano, o assunto nunca deixou os holofotes. Com a rodada de testes chegando ao fim, o comandante brasileiro cedeu à pressão, fez algumas concessões e tenta agradar aos clubes.
Dos escolhidos, Fagner, do Corinthians, Paquetá, do Flamengo, e Dedé, do Cruzeiro, eram peças chaves de suas equipes, que encaram confrontos decisivos amanhã. O lateral-direito acabou cortado, mas treinou e pode estar em campo diante do Flamengo, o que só aumenta a pressão sobre o treinador.
Questionado repetidamente sobre o tema, Tite fez um mea-culpa no sábado, depois da vitória por 2 a 0 sobre os EUA. Na resposta, reconheceu que acabou, inadvertidamente, favorecendo o Palmeiras, único dos quatro semifinalistas que não teve nenhum convocado.
"Sou oriundo de clubes, sempre tenho muito cuidado de ter equidade sem prejudicar a ambição que o cara tem de defender a Seleção. Poderia ter tirado dois atletas, mas procurei tirar um de cada, para ter essa situação, e oportunizados. Tivemos quatro, cinco atletas que nunca tinham entrado. Não queria prejudicar os clubes, um lado meu não queria. Acaba prejudicando, tenho essa consciência. Não tendo um do Palmeiras, favorece o Palmeiras, eu tenho essa consciência. Só que preciso fazer o melhor com a Seleção Brasileira, e arcar com as consequências disso", explicou.