Sem adotar o mesmo mistério que utilizou para esconder a formação do time que foi derrotado pela Argentina por 1x0 em amistoso na sexta-feira (15), em Riad, na Arábia Saudita, o técnico abriu o último treino da Seleção Brasileira para enfrentar a Coreia do Sul e confirmou que fará cinco mudanças na escalação da equipe para o amistoso desta terça (19), às 10h30 (de Brasília), em Abu Dabi, nos Emirados Árabes.
O lateral Alex Sandro, fora por lesão muscular; o zagueiro Thiago Silva, o volante Casemiro e os atacantes Willian e Roberto Firmino sairão do time titular, enquanto Renan Lodi, Marquinhos, Fabinho, Philippe Coutinho e Richarlison entrarão como substitutos.
Uma das novidades da escalação, Marquinhos, do Paris Saint-Germain, foi confirmado, inclusive, como capitão do Brasil para esse amistoso com os sul-coreanos. E o comandante admitiu ontem, em entrevista coletiva, que o fato de ter de encarar a Argentina com Messi, que acabou sendo o autor do gol da vitória sobre os brasileiros na semana passada, foi o principal motivo para ele ter feito mistério em relação ao time para o último confronto.
Caso confirme o time titular treinado nessa segunda-feira (18), o treinador mandará o Brasil a campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Militão e Lodi; Fabinho, Arthur e Paquetá; Gabriel Jesus, Coutinho e Richarlison.
Pressão. Assim como já havia dito após a derrota para a Argentina, Tite reafirmou a pressão pela conquista de uma vitória, que recai principalmente sobre ele, que amarga um jejum de cinco partidas à frente da seleção. Essa má fase começou após a conquista do título da Copa América, no Brasil. Depois do torneio, a equipe nacional acumulou empates com Colômbia (por 2x2), Senegal e Nigéria (ambos por 1x1), assim como foi derrotada pelo Peru e pela Argentina (em ambas ocasiões por 1x0).
“É, tem necessidade, sim, do resultado, mas também compreensão de etapas”, afirmou o comandante, para depois justificar as mudanças na escalação e dizer que está pronto para suportar a cobrança que vem sofrendo devido aos resultados ruins. “Futebol é prática, esse é o momento que nos permite (fazer modificações na equipe), por mais duro que seja, mais difícil que seja, mas o técnico tem que ter o discernimento de aguentar as pressões e, por sua maturidade, dar confiança para os jogadores produzirem. Todos estão pressionados, mas sabem da responsabilidade que têm”, completou