ESPORTE

Uberabenses fazem história nas Paralimpíadas do Rio

As medalhas não apareceram, mas todos os uberabenses que participaram dos Jogos Paralímpicos do Rio fizeram história

Publicado em 17/09/2016 às 07:11Atualizado em 16/12/2022 às 02:46
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Foto/Divulgação

As medalhas não apareceram, mas todos os uberabenses que participaram dos Jogos Paralímpicos Rio-2016, na Cidade Maravilhosa, fizeram história na maior competição do planeta.

Único brasileiro na disputa individual da classe BC1 de bocha, José Carlos Chagas chegou às quartas de final. Empurrado pelo público caloroso, que incentivou o tempo todo e em bom número na Arena Carioca 2, ele fez bonito e chegou a vencer nos finais dos "ends", mas acabou não resistindo à estratégia de bolas longas do português Antonio Marques. Com a virada, o resultado final foi de 4 a 3 para o português. Com a fala comprometida devido à paralisia cerebral, José Carlos, que treina na Associação de Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu) desde 2002, dá a receita do sucess “Fui adquirindo conhecimento e aprendi a ser humilde, pontual e sincero. Assim, fui realizando meus sonhos, inclusive chegando ao quarto lugar em Londres 2012”.

José Humberto Rodrigues - popularmente conhecido como Batata -, também fez bonito na final do lançamento de dardo masculino – classe F54/F53. Ele ficou em quarto lugar. Foi o brasileiro melhor colocado na modalidade, alcançando 23m41 – apenas 15 cm a menos do que o terceiro colocado (bronze), e 3m92 a mais do que o quinto lugar (Jamaica). Grécia, México e Belarus levaram respectivamente, ouro, prata e bronze.

Poliana Sousa também marcou seu nome na competição mundial. Foi a brasileira melhor colocada na final do lançamento de dardo feminino F53/F54. Poliana (F54) foi a quinta colocada na disputa. As medalhas foram para Colômbia (ouro), África do Sul (prata) e Omã (bronze). O quarto lugar ficou com a Nigéria.

A caçulinha dos quatro atletas convocados da Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu) para os Jogos Paralímpicos Rio-2016 mostrou a que veio. Raíssa Rocha Machado, 20 anos de idade, da classe F56 do atletismo (lançamento de dardo feminino), ficou em sexto lugar na final, com a marca de 18m57. Foi a brasileira melhor colocada nesta modalidade. Na primeira etapa do aberto de paratletismo, no Rio de Janeiro, evento que antecedeu a Paralimpíada Rio-2016, Raíssa foi ouro no lançamento de dardos e bateu o próprio recorde nacional: que era de 19m11 e passou a ser de 19m22, na classe F56.

Sete representantes da Adefu foram convocados: os atletas José Carlos Chagas de Oliveira; José Humberto Rodrigues – que transportou a tocha olímpica quando ela passou por Uberaba; Raíssa Rocha Machado e Poliana Fátima Sousa de Jesus, e os técnicos Janaína Pessato Jerônimo (técnica de bocha); Nivaldo Batista Vital (técnico de bocha); Higor Fiorine (técnico de atletismo convocado como representante do Comitê Paralímpico Brasileiro).

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