O Corinthians foi cobrado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) em mais de R$566 milhões, segundo extrato ao qual a reportagem teve acesso. O valor ultrapassa toda a receita líquida do clube, de R$446 milhões, registrada em 2018. A equipe fechou o ano com déficit de R$18 milhões. A Procuradoria não detalha a origem nem data das cobranças. Informa, porém, que elas são tributárias, de Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), PIS e Cofins.
Os valores cobrados do Corinthians estão separados em oito inscrições junto à União e não incluem pagamentos já acordados em programas de refinanciamento de dívidas, como o Profut (Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), de 2015.
Em nota enviada pela sua assessoria de imprensa, o Corinthians diz que se considera isento do pagamento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, CSLL, PIS e Cofins. Afirma também que outros clubes, como Athletico Paranaense e São Paulo, obtiveram vitórias ao contestarem a cobrança.
"Entendimento similar ao do clube extinguiu cobrança movida pela União contra o Club Athletico Paranaense, depois de decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) em 2018", diz em nota.
Além das cobranças da União, o clube alvinegro tem débitos pendentes com a Prefeitura de São Paulo. São oito execuções fiscais na Justiça contra a equipe alvinegra no âmbito municipal.
Só na dívida ativa do governo municipal, o clube do parque São Jorge tem mais de R$40 milhões para pagar - R$37,5 milhões em valores cobrados de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e pelo menos R$3,1 milhões em multas ambientais cobradas pelo município.
Já o Governo do Estado de São Paulo cobra R$ 200 mil da equipe corintiana por uma multa ainda não quitada com o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor).