ESPORTE

Vice-presidente e Arena Corinthians são alvos da Lava Jato

Publicado em 23/03/2016 às 21:35Atualizado em 16/12/2022 às 19:36
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O vice-presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, o André Negão, foi preso ontem durante a 26ª fase da operação Lava Jato. O dirigente é acusado de receber propina de R$ 500 mil da Odebrecht, em esquema que envolveu a construção do estádio do clube em Itaquera. Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 5 mil.

A prisão ocorreu porque a Polícia Federal encontrou duas armas na casa do vice-presidente do clube paulista. Ele não tinha autorização para portar os armamentos, segundo os policiais. Segundo a investigação, o dirigente corintiano está envolvido em um esquema de pagamento de propinas na obra do estádio do clube, executada pela empreiteira, em Itaquera.

O Ministério Público Federal diz que o dirigente aparece em uma planilha recolhida na empresa. Ele está identificado como "Timão". Segundo o advogado Julio Climaco, André Luiz de Oliveira respondeu às perguntas da Polícia Federal e disse que não recebeu dinheiro da Odebrecht. A defesa do dirigente informou que não há nenhuma acusação contra ele.

O Corinthians informou em nota que "quaisquer irregularidades ou desvios de conduta" serão apurados pelo clube. Palco da abertura da Copa do Mundo de 2014, a construção da arena Corinthians teria sido viabilizada com o pagamento de propina pela Odebrecht. A informação é do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da Lava Jato.

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