O goleiro Victor, fora dos gramados desde 17 de julho, quando atuou na vitória por 2x0 contra o Cruzeiro, está mais próximo de seu retorno ao time do Atlético. O arqueiro foi relacionado na última rodada do Brasileiro, mas ficando apenas no banco de reservas na partida diante do Fluminense.
“Estou aqui para ajudar o Atlético, estou aqui para fazer aquilo que for bom para o Atlético. Estou à disposição”, disse o ídolo atleticano, em entrevista coletiva nessa terça-feira (19), na Cidade do Galo.
Durante o tempo em que esteve no departamento médico, Victor viu o goleiro Cleiton, de 22 anos, assumir a titularidade e dar conta do recado. O jovem ainda foi convocado pela Seleção Olímpica e ganhou a confiança da torcida alvinegra. Mesmo assim, Victor não se diz preocupado em disputar a posição de titular.
“Acho que essa disputa é saudável, no sentido de aumentar o nível técnico tanto meu quanto o dele e dos outros goleiros. É sempre bom ter essa competitividade sadia dentro do elenco, não só no gol como em qualquer outra posição”, comentou Victor.
“Sei o meu valor, sei a minha história, sei o que eu represento aqui para o Atlético. Contra o Fluminense, vivi uma situação que há mais de 13 anos não vivia, que era ficar no banco de reservas num jogo. Exceto pela seleção, que fiquei em alguns jogos. Isso demonstra que não fui titular, que não joguei 420 jogos com a camisa do Atlético à toa. Sei o meu lugar, sei a minha responsabilidade, daquilo que represento para o clube. Quando for solicitado, espero estar pronto, em condição, sabendo e respeitando, porque o Cleiton vem fazendo um grande trabalho, numa boa sequência”, afirmou.
Ansioso para retornar à meta, Victor admite que ainda sofre com as dores da tendinite no joelho esquerdo, que o tiraram de atividade nos últimos meses. “É claro que não está zerado de dor. Isso não era um planejamento, porque já tenho 36 anos. Então, é normal que haja dor. Mas é uma dor que não me limita, não me atrapalha fazer meu treinamento para jogo”, finalizou.