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O brasileiro Yeltsin Jacques (FOTO ACIMA) dominou os 1.500m da classe T11 (cegos), bateu o recorde mundial e conquistou a centésima medalha de ouro da história do País em Jogos Paralímpicos. Em Tóquio, ele fechou a prova com o tempo de 3min57s60. A melhor marca até então era do queniano Samwel Kimani, alcançada nos Jogos de Londres-2012 com o tempo de 3min58s37.
A medalha de prata ficou com o japonês Shinya Wada, bem atrás do brasileiro, com o tempo de 4min05s27. O bronze foi para Fedor Rudarov do Comitê Paralímpico Russo (4min05s55). Yeltsin conquistou sua segunda medalha dourada em Tóquio. Ele já havia vencido os 5.000m T11.
BETH GOMES QUEBRA RECORDE MUNDIAL E LEVA OURO; ALESSANDRO RODRIGO FATURA PRATA
Beth Gomes foi absoluta na prova do lançamento de disco na classe F53 (atletas com lesão na coluna, que competem sentados e precisam de apoio) na Paralimpíada de Tóquio, nesta segunda-feira. A brasileira conquistou a medalha de ouro com larga vantagem para as demais competidoras e ainda quebrou o recorde mundial, que era dela mesma.
Prata e bronze foram para a Ucrânia. Iana Lebiedieva anotou 15,48m, marca que naquele momento era o recorde paralímpico, assim como os 14,37m alcançados por Zoia Ovsii, que ficou com a terceira colocação.
PRATA NO ARREMESSO DE PESO - Alessandro Rodrigo conquistou a prata no arremesso de peso da classe F11 (atletas com cegueira total), ao lançar para 13,89m. Em uma prova de alto nível, a medalha de ouro ficou com o iraniano Mahdi Olad, do Irã, que anotou 14,43m, e o bronze para Oney Tapia, da Itália, que anotou 13,60m. Na prova, Alessandro superou sua melhor marca na temporada três vezes, ao marcar 13,85m, depois 13,87m, e por fim 13,89m.
MULHERES MOSTRAM DOMÍNIO NA PARALÍMPIADA E BRASIL SOBE NO QUADRO DE MEDALHAS
Por Caio Possati, especial para a AE
Dos quatro ouros conquistados pelo Brasil no domingo na Paralimpíada de Tóquio, três deles vieram de performances das mulheres. Alana Maldonado (Judô), Maria Carolina Santiago (Natação) e Mariana D'Andrea (Halterofilismo) subiram no lugar mais alto do pódio e levaram o País para o 6º lugar no ranking do quadro de medalhas. O nadador Gabriel Araújo, que venceu a final dos 200 metros livre pela classe S2 (para atletas com deficiência física severa), conquistou a quarta medalha dourada do dia.
Com os três ouros em uma única noite, o Brasil teve um desempenho feminino superior a toda Paralimpíada do Rio de Janeiro. Em 2016, das 14 medalhas douradas, duas vieram exclusivamente de vitórias de mulheres. Ambas no atletismo, com Shirlene Coelho (lançamento do dardo) e Silvania Costa (salto em distância), que se tornou bicampeã paralímpica em Tóquio pela mesma modalidade.
Além da quantidade de medalhas já ser superior em relação aos jogos passados, os ouros das brasileiras também demonstram que as atletas do País estão sendo dominantes em outras modalidades para além do Atletismo. Na natação, o Brasil não tinha uma atleta vencedora na Paralimpíada desde 2004, quando Fabiana Sugimori venceu os 50m livre S11, em Atenas.
BRUNA ALEXANDRE LEVA A PRATA NO TÊNIS DE MESA NA PARALIMPÍADA
Bruna Alexandre fez história ao disputar a final do tênis de mesa na Paralimpíada de Tóquio, pela classe 10, nesta segunda-feira. Primeira mulher brasileira a chegar a uma decisão da modalidade em Jogos Paralímpicos, a atleta brasileira fez um bom jogo contra a australiana de origem chinesa Qian Yang, mas acabou derrotada por 3 sets a 1, com parciais de 13/11, 6/11, 11/7 e 11/9.