De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças na faixa etária de 5 a 9 anos, ou seja, 33,5% está acima do peso
De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças na faixa etária de 5 a 9 anos, ou seja, 33,5% dessa população, está acima do peso. Entre os meninos dessa faixa, 16,6% são obesos, contra 11,8% das meninas. Entre os adultos, o excesso de peso atinge 52,5% da população do país. E a proporção de pessoas com mais de 18 anos e obesas é de 17,9%.
Segundo a nutricionista Kézia Mendes Prata, entre as doenças relacionadas à obesidade infantil estão aumento dos níveis de colesterol no sangue, fator de risco para doença coronariana, problemas ortopédicos, enxaqueca, asma, apneia do sono, diabetes, depressão e ansiedades crônicas, entre outros. Para a especialista, o tratamento é complexo e tem início pela modificação dos hábitos alimentares de toda a família. “Todos precisam se adaptar ao mesmo padrão alimentar. Também é importante a participação de pessoas que participam ativamente da rotina da criança”, esclarece.
Kézia ressalta que é fundamental incentivar a prática de atividade física, sempre orientada por um educador físico. “Para as crianças e adolescentes sem risco de desenvolver doenças, é recomendada a manutenção do peso, pois o crescimento da criança pode fazê-la atingir faixa de IMC saudável, sem precisar emagrecer. No caso das crianças com obesidade instalada e risco de desenvolver doenças, o emagrecimento deve ser lento e constante, com alimentação saudável e exercícios”, afirma.
Como as exigências nutricionais mudam em cada fase da infância, Kézia alerta que a dieta da criança não serve para outra e muito menos repetir a fórmula utilizada por um adulto. “É fundamental que a criança coma devagar, mastigando bem os alimentos. Comer vorazmente é um hábito muito ligado à ansiedade. É importante procurar o médico, que fará a melhor avaliação”, frisa.