Uma pesquisa recente pela empresa de segurança cibernética PSafe aponta que quase a metade dos brasileiros (48% dos entrevistados) não se sente em segurança ao navegar pela internet. O estudo, conduzido no mês de fevereiro, contou com 9.638 pessoas.
De acordo com os dados obtidos, 44% dos internautas têm medo de ter seus dados roubados, 25% temem ser vítimas de golpes virtuais e 22% receiam que suas contas em redes sociais sejam invadidas.
Esses temores, infelizmente, não são injustificados. Nos últimos anos, a internet tem presenciado um notável aumento de casos de fraudes online e violações de dados. Só em 2022, os números no Brasil já cresceram em 100% em relação ao ano passado.
Segundo a PSafe, a maioria desses problemas de cibersegurança acontece por meio de sites falsos, redes sociais ou aplicativos mensageiros. “São as técnicas mais utilizadas porque, em pouco tempo, conseguem direcionar milhares de ataques a diversos públicos ao mesmo tempo, alcançando muitas vítimas com apenas um clique”, afirmou Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança da companhia.
A empresa ressalta também que um dos facilitadores para a incidência desses crimes é a impunidade. Dos usuários entrevistados, cerca de 42% declararam não tomar nenhuma atitude após serem vítimas de um golpe, e apenas 20% disseram procurar as autoridades para fazer um boletim de ocorrência.
Outro ponto abordado pela PSafe é a questão das senhas, que são enormemente negligenciadas pelos internautas. Os resultados do estudo indicam que quase 30% das pessoas nunca alteram seus códigos de acesso, enquanto 44% o fazem apenas ocasionalmente.
“As pessoas precisam ser cautelosas com suas senhas, não reutilizá-las nem criarem combinações óbvias, tipo data de nascimento ou sequências de letras ou números e, sempre que possível, criarem um segundo fator de autenticação”, alertou Simoni. Como se manter protegido
Diante do crescimento da insegurança na rede, especialistas assinalam que o melhor a se fazer é tomar as rédeas da situação com as próprias mãos e investir em estratégias de cibersegurança.
Além da já comentada questão das senhas, uma das técnicas mais sugeridas é o uso de boas ferramentas de defesa, como uma rede virtual privada (ou VPN) de qualidade e um excelente programa antivírus.
As VPNs são aplicativos que permitem aos usuários blindar suas conexões à internet com uma camada de criptografia onde quer que estejam – sendo uma ótima medida para aparelhos móveis. Com uma VPN para iPhone, por exemplo, é possível manter a segurança do dispositivo mesmo na rua ou em viagens.
Os programas antivírus, por sua vez, oferecem um filtro contra as principais ameaças da rede, bloqueando acesso a sites ou downloads potencialmente danosos, alertando os usuários sobre perigos iminentes em tempo real, e removendo arquivos maliciosos que possam infectar seus aparelhos.
Para além das ferramentas digitais, o comportamento do usuário também é fundamental para sua segurança online. Ter conhecimento sobre os principais golpes aplicados na rede e como evitá-los, neste sentido, é a base de qualquer plano de prevenção bem-sucedido.
Como apontado por Simoni, a maioria das fraudes virtuais se dão por meio de sites ou mensagens fajutas, então é essencial saber identificar tentativas de phishing.
O phishing, para quem não sabe, é um método usado para enganar os internautas com e-mails e mensagens que parecem legítimos, mas na verdade direcionam os usuários para páginas falsas e maliciosas com a intenção de roubar seus dados ou infectar seus aparelhos.
Essas comunicações fraudulentas normalmente se valem de “iscas” clássicas, como preços e promoções absurdas, alertas com alta dose de urgência ou promessas de ganhos financeiros inimagináveis. Então, é aconselhável manter uma postura cética diante desse tipo de conteúdo e não clicar em nenhuma parte deles. Acima de tudo, é importante não baixar seus anexos.
Já para reconhecer páginas potencialmente falsificadas, a atenção aos detalhes é imprescindível – notadamente quanto ao endereço do site na barra do navegador. Assim, sugere-se que o usuário se atente a possíveis erros e combinações estranhas – é improvável, por exemplo, que o acesso ao Google seja feito pela URL “gugol.com”.
Com o emprego dessas medidas preventivas e o auxílio de boas ferramentas de segurança cibernética, todos os usuários podem aumentar seu nível de privacidade e proteção na rede – e, com sorte, melhorar a sensação de segurança quando forem acessar a internet dos seus dispositivos.