De 2011 até o final de 2016, 980 transexuais foram mortos e 70% dos estudantes LGBTI+ brasileiros já sofreram com discriminação nas escolas
De acordo com um levantamento feito pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais, o Brasil ocupa o primeiro lugar na quantidade de homicídios de LGBTI+ nas Américas, totalizando 340 mortes em 2016. Já a ONG Grupo Gay da Bahia afirma que, neste ano, uma pessoa LGBTI+ morre no nosso país, em média, a cada 26 horas.
Os números sobre a lgbtfobia não param por aí. A expectativa de vida de transsexuais e travestis, no Brasil, é de apenas 35 anos. No domingo (17), por exemplo, uma transexual foi morta a pauladas em um hotel da zona norte de São Paulo. Larissa Paiva tinha apenas 25 anos. O homicídio foi registrado no 13º Distrito Policial (Casa Verde) e será investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que instaurou inquérito.
De 2011 até o final de 2016, 980 transexuais foram mortos e 70% dos estudantes LGBTI+ brasileiros já sofreram com discriminação nas escolas.
Com o intuito de reverter estas estatísticas, foi lançado o aplicativo TODXS, desenvolvido por uma startup privada e que permite ao usuário enviar à Controladoria-Geral da União denúncias de agressão e discriminação a pessoas LGBTI+.
O ouvidor-geral da União, Gilberto Waller, explica que a ideia é para que a denúncia feita em um aplicativo privado também chegue à administração pública, ao Poder Executivo Federal, por meio da integração do sistema deles com a ferramenta da CGU, que é o e-Ouv. “Nele, você tem a possibilidade de verificar leis, responsáveis por serviços; ele é informativo e também coleta denúncias e manifestações de cidadãos que se sentem atingidos”, completa,
Fonte: Agência do Rádio