Uma das maiores surpresas do setor, solana já chegou a valer US$ 260 no seu auge, embora tenha caído 90% em 2022
Quase um ano e meio após ser lançada, em março de 2020, a solana segue firme no seu plano de ser a segunda criptomoeda mais valiosa do mundo, superando o posto hoje do ethereum. Em 2021, ela chamou a atenção dos observadores do mercado quando sua blockchain registrou cerca de 50 mil transações por segundo, quase o mesmo número da sua concorrente.
No ano passado, aliás, a solana chegou a subir 72% em uma semana, o que a colocou pela primeira vez entre as dez principais criptos do mundo – estabelecendo um limite de mercado de US$ 18,3 mil e uma taxa de crescimento anual de mais de 1.900%.
Hoje, a solana vale cerca de US$ 30, enquanto a ethereum permanece em US$ 1,3 mil – um valor grande de diferença que já foi menor, quando essa criptomoeda chegou a custar US$ 260.
A solana é conhecida como uma blockchain de quarta geração, com uma rede rápida e escalável de usuários sem comprometer a segurança ou descentralização. A plataforma tem tecnologias centrais que permitem que transações sejam escaladas proporcionalmente à capacidade da rede, o que a faz ser uma das mais velozes do mercado.
Essa, aliás, é uma das bandeiras: em um setor que está sempre em busca de novas formas de negociar, com possibilidades ainda não testadas ou revolucionárias, a solana chegou para ser a blockchain mais rápida do mundo.
Esse é ao menos, o foco da Loom, empresa que criou a solana fundada por Anatoly Yakovenko, um ex-executivo que já havia trabalhado em empresas como Qualcomm e Dropbox, onde se especializou na concepção de sistemas distribuídos e algoritmos em larga escala.
Na virada de 2017 para 2018, Yakovenko juntou-se ao seu antigo colega na Qualcomm, Greg Fitzgerald, agora chefe de tecnologia da solana, para construir um teste de blockchains lançado pela primeira vez em fevereiro de 2018. Em julho do mesmo ano, a empresa conseguiu aportes financeiros na casa dos US$ 20 milhões. Após alguns meses de trabalhos silenciosos, a criptomoeda foi lançada em março de 2020, em meio à pandemia.
Ao longo desse período, especialistas em tecnologias e criptomoedas têm debatido os fatores que fizeram da empresa um sucesso absoluto. Parte dessas explicações esbarram no fato de que a solana consegue resolver um dos problemas mais comuns quando o assunto são as criptomoedas: a escalabilidade do projeto.
Isso porque, as moedas digitais crescem em uma rede parecida com as teias de aranha. Conforme elas vão crescendo, os vínculos entre as transações ficam cada vez mais frágeis, criando redes inseguras de dados e transações instáveis. Para evitar esse problema de crescimento, as blockchains mais modernas, como a solana, criaram um sistema que previne essa escalabilidade sem fim, ao criar espécies de redomas que impedem que as pontas fiquem desprotegidas.
Em agosto passado, enquanto outras criptomoedas amargavam sinais de queda, a solana batia a casa dos US$ 70, com alta de mais de 64%. Para Ray Nasser, analista de criptomoedas da Inversa, o futuro da criptomoeda é promissor. "A solana é um bom projeto, que consegue ser uma alternativa ao ethereum porque faz transações mais baratas e muito mais rápidas. Além disso, ela tem mais projetos em cima, com os próprios DeFis e NFTs se multiplicando dentro da blockchain", disse em entrevista recente ao Seu Dinheiro.