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Tempestade solar deve atingir a Terra nesta sexta; veja o que pode acontecer

Fenômeno deve chegar nas primeiras horas desta sexta-feira e também pode provocar interferências em rádios e redes de energia; não há risco direto para a população

Publicado em 08/10/2026 às 10:44
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Uma tempestade geomagnética de nível G2, considerada moderada, deve atingir a Terra nas primeiras horas desta sexta-feira (9). O fenômeno foi provocado por uma ejeção de massa coronal (CME) lançada pelo Sol em direção ao planeta.

A previsão é acompanhada pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA/SWPC). A chegada da tempestade pode provocar alterações temporárias em sistemas tecnológicos, principalmente GPS, satélites, comunicações por rádio e redes de energia elétrica.

Apesar dos possíveis impactos, não há previsão de risco direto para as pessoas na superfície da Terra. O campo magnético e a atmosfera do planeta funcionam como uma proteção contra grande parte das partículas e da radiação liberadas pelo Sol.

Quando a tempestade chega à Terra?

A ejeção de massa coronal foi lançada na terça-feira (6), após uma explosão solar de classe M1.4 na região de manchas solares AR4549, localizada próxima ao centro da face do Sol voltada para a Terra.

Horas depois, a mesma região registrou uma segunda explosão, de classe M1.8. A sequência indica que a atividade solar está em elevação.

Segundo o Centro de Análise de Dados de Influências Solares (SIDC), a ejeção viaja a aproximadamente 560 km/s.

Modelos utilizados pelos centros de monitoramento indicam que a frente da ejeção deve chegar à Terra por volta de 1h a 2h desta sexta-feira, no horário de Brasília. A previsão, porém, ainda pode mudar conforme novos dados sejam registrados.

A NOAA prevê condições entre G1 e G2 ao longo da sexta-feira, com possibilidade de intensificação da atividade geomagnética durante a manhã.

O que pode acontecer?

Um dos efeitos mais conhecidos das tempestades geomagnéticas são as auroras, que podem aparecer em regiões mais distantes dos polos durante eventos mais intensos.

A tempestade também pode afetar a tecnologia. Alterações na ionosfera podem provocar erros temporários nos sinais de GPS, prejudicando sistemas que dependem de localização precisa.

As comunicações por rádio de alta frequência também podem sofrer interferências.

Satélites em órbita baixa podem ser afetados pelo aumento da densidade da atmosfera superior. O aquecimento provocado pela atividade solar faz essas camadas se expandirem, aumentando o atrito sobre os equipamentos e podendo alterar suas órbitas.

Nas redes de energia, tempestades geomagnéticas podem induzir correntes elétricas em estruturas instaladas na superfície. Em eventos mais fortes, isso pode sobrecarregar equipamentos e até provocar interrupções no fornecimento.

Há risco para a saúde?

Para quem está na superfície da Terra, não há previsão de risco físico direto provocado pela tempestade. A atmosfera e o campo magnético terrestre bloqueiam grande parte da radiação e das partículas perigosas emitidas pelo Sol.

A atenção é maior para astronautas e tripulações de aeronaves que voam em grandes altitudes, especialmente em rotas próximas aos polos, onde a exposição à radiação pode aumentar durante eventos solares mais intensos.

Pesquisas também investigam possíveis relações entre tempestades geomagnéticas e alterações no organismo, mas essas associações ainda estão em estudo. Isso não significa que a tempestade prevista para esta sexta-feira vá provocar problemas de saúde na população.

Atividade solar continua elevada

A atividade do Sol deve continuar sendo monitorada nos próximos dias. As regiões de manchas solares AR4549 e AR4545 permanecem voltadas para a Terra e apresentaram aumento de atividade recentemente.

Também há previsão de novos períodos de atividade geomagnética nos próximos dias, com possibilidade de aumento novamente por volta de 11 de outubro.

A intensidade real dos efeitos da tempestade poderá ser determinada com mais precisão quando os centros de monitoramento receberem dados da ejeção de massa coronal já próxima da Terra.

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