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A história de 6 cassinos que fizeram sucesso em Minas Gerais

Estado teve casas disputadas enquanto proibição da prática não entrou em vigor, em 1946

Publicado em 16/12/2021 às 10:48Atualizado em 19/12/2022 às 00:50
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A história dos cassinos no Brasil é muito anterior ao boom atual, quando casas online oferecem uma série de jogos slots, promoções e novas tecnologias para apostar em casa, diante do computador. Mas, para quem não sabe, o país carrega uma longa história que envolve jogos em cassinos, até a prática ser proibida em 1946, por determinação do presidente Eurico Gaspar Dutra. 

Como se sabe, cidades como Rio de Janeiro e São Paulo tinham cassinos que dominavam o cenário da jogatina no país. Especialmente na capital fluminense, cassinos como o da Urca e do Copacabana Palace recebiam estrelas da música e das artes em geral não só para fazer apostas, mas para apresentações diversas. 

Esses espaços também eram reconhecidos por abrigar e receber a nata da sociedade nas épocas de 1930 e 1940, assim como boa parte da classe política, que buscava nesse tipo de ambiente um refúgio para as negociatas envolvendo o poder no país. Algo que segue até hoje, aliás. 

Mas os cassinos não estavam apenas em São Paulo e Rio. Minas Gerais também era um dos estados que sediava uma série de cassinos muito bem estruturados, e que também eram frequentados pela elite nacional. 

Um dos exemplos era o Hotel Glória, em Caxambu. Com arquitetura clássica, o local era a sede do Cassino Glória. Atualmente, oferece hospedagem de luxo e está em frente ao Parque das Águas da cidade. 

Em Araxá, destaque para o Grande Hotel e Termas. Sua arquitetura remete a um castelo, com jardins projetados pelo paisagista e artista plástico Burle Marx. O local possui fontes de água e seu interior é luxuoso, com restaurante, bar, cinema e o espaço onde o cassino era situado. O estilo neo-clássico se manteve na arquitetura do local, mesmo com a desmobilização do cassino. 

Na capital Belo Horizonte, o Cassino da Pampulha, inaugurado em 1943, foi cenário de festas e shows da elite na época. Atualmente, o espaço é parte do Conjunto Moderno da Pampulha, projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, e que tornou-se Patrimônio Mundial da Humanidade, em 2016. Hoje o espaço funciona como Museu de Arte da Pampulha. 

Em São Lourenço, o Hotel Brasil foi criado como casa de veraneio da baronesa Angela Queiroz de Barros, uma dama da elite paulistana. Após muitos anos e nas mãos de outros donos, o local virou hotel e cassino, com sua fama se espalhando pelo estado entre os anos de 1920 e 1940. Atualmente, o local é conhecido por sua estação de águas com propriedades curativas. 

Há sete décadas, o Cassino do Lago era a estrela da cidade de Lambari. O prédio data de 1911 e foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e está sendo restaurado pelo Estado para ser transformado no Museu das Águas. Por fim, destaque para o Palace Cassino, em Poços de Caldas, construído na década de 1930. 

O local é formado pelas Thermas Antônio Carlos e pelo Palace Hotel. O complexo era considerado um dos mais luxuosos do país, mas também foi afetado pelo fim da legalidade dos cassinos. Ainda assim, o espaço está reconhecido como Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Poços de Caldas, além de ter sido reformado e reinaugurado para eventos há sete anos. 

A liberação dos cassinos está em discussão na Câmara dos Deputados, mas o tema ainda não foi levado ao plenário. A ideia dos apoiadores da proposta é votar o Marco Regulatório dos Jogos até o recesso parlamentar de fim de ano, mas a bancada evangélica é contrária à proposta e tem feito esforços para impedir que o tema avance no Congresso Nacional.  

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