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A imagem mais profunda do Universo, capturada pelo telescópio James Webb, é divulgada pela Nasa

Publicado em 12/07/2022 às 07:10Atualizado em 18/12/2022 às 20:34
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O telescópio espacial James Webb, o mais poderoso já colocado em órbita, revelou "a imagem infravermelha mais profunda e nítida do universo primordial" jamais feita, olhando para mais de 13 bilhões de anos atrás, informou a Nasa nesta segunda-feira (11).

A imagem, repleta de pontos de luz de vários tamanhos, mostra as primeiras galáxias formadas pouco depois do Big Bang e apresenta objetos de pouca luminosidade que nunca haviam sido observados. É um dia "histórico", celebrou o presidente Joe Biden durante a apresentação na Casa Branca.

O administrador da Nasa, Bill Nelson, anunciou nesta quarta-feira (29) que a agência espacial dos Estados Unidos revelaria em 12 de julho a "imagem mais profunda do nosso universo já obtida", graças ao recém-lançado Telescópio Espacial James Webb.

"Se você pensar sobre isso, este é o mais longe que a humanidade já viu", afirmou Bill Nelson durante entrevista no fim domês passado no Instituto de Ciências do Telescópio Espacial em Baltimore, o centro de operações do observatório de US$ 10 bilhões lançado em dezembro do ano passado e que agora orbita o Sol a 1,5 milhão de km da Terra.

Uma maravilha da engenharia, o Telescópio Webb é capaz de espiar mais longe no espaço do que qualquer outro telescópio já fez, graças ao seu enorme espelho principal e instrumentos de foco infravermelho, permitindo que sua visão atravesse gás e poeira cósmicos.

"O telescópio vai explorar objetos no sistema solar e as atmosferas de exoplanetas que orbitam outras estrelas, dando-nos pistas sobre se suas atmosferas são ou não semelhantes às nossas", acrescentou Nelson, falando por telefone.

"Isso pode responder a algumas perguntas que temos: de onde viemos? O que mais existe por aí? Quem somos? E é claro que vai responder a coisas que ainda nem conhecemos."

As capacidades de infravermelho do telescópio Webb nos permitem olhar mais para trás no tempo para o Big Bang, que ocorreu há 13,8 bilhões de anos.

À medida que o universo se expande, a luz das primeiras estrelas muda de comprimentos de onda ultravioleta no espectro visível em que foi emitida para comprimentos de onda mais longos, correspondendo a comprimentos de onda infravermelhos que o Webb está pronto para detectar em uma resolução sem precedentes.

Atualmente, as observações mais distantes do cosmos estão dentro de 330 milhões de anos após o Big Bang, mas, com o Webb, os astrônomos acreditam que esse limite pode ser facilmente ultrapassado.

Em outra boa notícia, a administradora-chefe da Nasa, Pam Melroy, disse que, graças ao lançamento eficiente da Arianespace, parceira da agência americana, o telescópio Webb pode continuar operando por 20 anos, dobrando a faixa de durabilidade inicialmente considerada.

"Esses 20 anos não só nos permitirão aprofundar a história e o tempo, mas também a ciência, porque temos a oportunidade de aprender, crescer e fazer novas observações", analisou a diretora.

A Nasa também pretende compartilhar a primeira espectroscopia do Webb de um planeta distante, ou exoplaneta, em 12 de julho, de acordo com o cientista principal da agencia espacial, Thomas Zurbuchen.

A espectroscopia é uma ferramenta para analisar a estrutura química e molecular de objetos distantes, e um espectro planetário pode ajudar a caracterizar sua atmosfera e outras propriedades, como a presença de água e a aparência de seu solo.

"Desde o início, vamos olhar para os mundos lá fora que nos mantêm acordados à noite quando olhamos para um céu estrelado", acrescentou Zurbuchen.  

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