Acesso à internet via mobile cresce cada vez mais - Foto por PIXNIO
Já ficou claro que o modo de consumir informação e entretenimento está em constante transformação e, algo que era verdade 10 anos atrás, hoje em dia pode ser considerado fora de moda, quando não completamente obsoleto.
Isso pode ser visto, por exemplo, no setor de comunicação, que passou dos jornais impressos para a internet, onde um público diferente e exigente passou a obter as informações em versões virtuais em seus computadores de mesa (desktop) e, posteriormente, laptop.
Como é fácil perceber, porém, a era dos computadores grandes já passou do teve seu auge, e isso fica ainda mais nítido quando analisamos a forma como o brasileiro (e pessoas de todo o mundo, na verdade) utilizam a internet: através de dispositivos móveis.
Uma pesquisa da TIC Domicílios apontou que, na virada de 2017 para 2018 – isto é, antes da pandemia da COVID-19, o acesso à internet já havia crescido de 67% para 70% e 97% disseram que usam o celular como principal fonte de acesso.
Isso aponta, naturalmente, um dado bem simples: qualquer um que queira se manter relevante na internet – seja um veículo de comunicação, uma empresa, ou o que quer que seja – precisa otimizar seus produtos para versões mobile. Transição e consolidação do mobile
Falar em transição talvez seja, agora, um termo já equivocado – afinal, o acesso via dispositivos móveis já bateu os 97% e tende a se tornar unanimidade logo mais. O dado pode se ver modificado justamente pelo tempo que os usuários passaram em casa, onde se encontram em geral os computadores tradicionais, mas não muda a tendência.
É preciso levar em consideração, porém, que o Brasil ainda está longe de ser um país com amplo acesso à internet; por mais que a concentração de uso nas regiões urbanas engane, a verdade é que a população rural, que é bem considerável, ainda não atingiu nem metade de sua totalidade na classificação de “conectada”.
Mas o ponto mais interessante e importante é um só: como isso afeta a lógica de mercado? Se os usuários estão mudando, então, é lógico, os fornecedores também precisam repensar seus modelos, e pra ontem. Quem não se adaptar vai ficar para trás
Imagine que você quer acessar determinado serviço novo; pega o celular, procura por um aplicativo na loja online do seu sistema operacional e...não encontra nada. A tendência, claro, é de, no mínimo, o usuário se ver muito frustrado e se forçar a abrir a aplicação via navegador web. Em muitos casos, é possível que ele simplesmente desista.
Esse exemplo abstrato já deixa claro o quão importante é para qualquer empresa que queira ser levada a sério oferecer meios otimizados de acesso para usuários de mobile. Isso vale desde uma rede social – estas sim, que investem violentamente em versões de app móveis – até sites de e-commerce de todos os tipos.
Algumas indústrias são especialmente afetadas por essa tendência de transição do fixo ao móvel, como por exemplo os sites de apostas e cassinos online. Existem, inclusive, sites profissionais de avaliação, como o Grandes Ganhadores, que analisam a qualidade desses serviços, e um dos critérios obrigatórios é justamente a oferta de material mobile de cada um.
Na questão do mobile há alguns fatores a avaliar. Por exemplo, um serviço como o Grandes Ganhadores precisa ver se o site é responsivo, adaptando-se às telas menores sem perda de qualidade. A presença ou não de um app, se dá para fazer com ele tudo que um usuário de desktop pode fazer, se ele é pesado no celular, tudo é critério de avaliação. Tendências para o futuro
A realidade é uma só: o mobile é o presente e quem não perceber isso a tempo corre o sério risco de ver seu mercado diminuir e eventualmente desaparecer, dependendo da velocidade de resposta (ou da teimosia) dos “cabeças pensantes” do negócio..
Da mesma maneira que os jornais e lojas que não quiseram entrar no mundo digital viram seu alcance e respeito drasticamente reduzido, quando não efetivamente fora do jogo do consumo, sites que não se adaptarem à realidade mobile do acesso tendem a sofrer onde dói mais: no bolso.
Além disso, a tecnologia é algo que não pára, e a atual tendência em direção aos dispositivos móveis, sites responsivos em celulares e otimizados para telas pequenas é apenas mais um passo numa caminhada sem fim previsto. Um luxo ao qual ninguém pode se dar, assim sendo, é de esperar de braços cruzados numa perigosa zona de conforto para saber o que fazer ao invés de seguir a tendência, sob pena de simplesmente ficar para trás.