EXECUÇÃO HISTÓRICA

Primeira execução pública nos EUA em 90 anos será transmitida ao vivo

Nidal Hasan foi condenado pela morte de 13 pessoas em Fort Hood, em 2009; fuzilamento está previsto para 3 de dezembro e será o primeiro caso do tipo nas Forças Armadas americanas desde 1961

Publicado em 09/10/2026 às 08:59
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 (Foto/Divulgação/Uniformed Services University of the Health Sciences/Bell County Sheriff's Office)

(Foto/Divulgação/Uniformed Services University of the Health Sciences/Bell County Sheriff's Office)

A execução de Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército dos Estados Unidos condenado pela morte de 13 pessoas em um ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e deverá ser transmitida ao vivo. A informação foi confirmada por um funcionário do Pentágono na quinta-feira (8).

O ex-militar será executado por um pelotão de fuzilamento, conforme anunciado pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Segundo ele, a intenção é permitir que o público testemunhe a execução. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a transmissão nem confirmado se haverá espectadores presencialmente no local.

Caso seja realizada conforme anunciado, será a primeira execução pública nos Estados Unidos em cerca de 90 anos. A última ocorreu em 1936, no Kentucky, quando Rainey Bethea foi enforcado diante de uma multidão.

Primeira execução militar em décadas

O caso também marcará a primeira execução realizada pelas Forças Armadas americanas desde 1961, quando John A. Bennett foi enforcado após ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.

Além disso, será o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1945, quando o soldado Eddie Slovik foi executado na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial.

O pelotão de fuzilamento é um método raro no país. Atualmente, cinco estados americanos autorizam essa modalidade de pena de morte: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah. Em 2025, a Carolina do Sul voltou a utilizar o método, pela primeira vez em 15 anos.

Ataque deixou 13 mortos em Fort Hood

Nidal Hasan era psiquiatra do Exército quando atacou a base de Fort Hood, em novembro de 2009. Das 13 pessoas mortas, 12 eram militares americanos. Outras 30 ficaram feridas.

Durante o ataque, Hasan foi atingido por disparos de uma policial civil e ficou parcialmente paralisado.

Em 2013, um júri militar o condenou à morte. Durante o julgamento, Hasan assumiu a própria defesa e não apresentou testemunhas nem tentou contestar as acusações.

O processo também abordou sua oposição às operações militares americanas no Iraque e no Afeganistão e seus contatos com Anwar al-Awlaki, clérigo radical ligado à Al-Qaeda, morto em um ataque de drones dos Estados Unidos no Iêmen.

Em 5 de outubro de 2026, o presidente Donald Trump autorizou a execução. O Pentágono relacionou a decisão ao entendimento de que o ataque foi inspirado pela Al-Qaeda.

Execuções públicas no mundo

A possibilidade de transmissão nos Estados Unidos ocorre em um contexto no qual execuções públicas continuam sendo registradas em outros países. Segundo a Anistia Internacional, 17 execuções públicas foram realizadas em 2025, sendo seis no Afeganistão e 11 no Irã.

Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram informações completas sobre como será feita a transmissão da execução de Hasan.

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