Na condição de prefeito reeleito, Anderson Adauto terá de enfrentar mais uma ação judicial com origem na última campanha. Não há dados oficiais a respeito do processo em razão da decretação de sigilo nos autos por decisão do juiz Habib Felippe Jabour, na condição de presidente da 326ª Zona Eleitoral e diretor do Foro Eleitoral de Uberaba.
Entretanto, foi possível apurar que, além do prefeito, também o vice Paulo Mesquita responde à ação proposta pelo promotor André Tuma em substituição a seu colega João Vicente Davina, promotor eleitoral junto à 326ª ZE. Trata-se de uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo com pedido de cassação do mandato dos eleitos.
Tuma teria concluído sobre a evidência de suposto crime eleitoral a partir de denúncia feita por adversário do prefeito, apontando aumento nos gastos da Prefeitura de Uberaba com publicidade. A elevação nos valores teria ocorrido em 2007, se comparada com os dois primeiros anos da administração de Anderson Adauto, o que caracterizaria crime eleitoral.
Procurado para falar sobre o assunto, o prefeito de Uberaba manifestou-se através de sua assessoria de imprensa. Ele teria decidido por nada comentar a respeito, alegando que o processo corre em segredo de Justiça. Anderson não revelou sequer se já foi citado para apresentar sua defesa, novamente justificando com o sigilo decretado nos autos, conforme informação repassada à reportagem através do jornalista Márcio Gennari.