CUIDADO

Acidentes com carregadores de celular deixam 14 mortos no Brasil em 2025; veja como evitar

Acidentes envolvendo carregadores e dispositivos móveis deixaram 14 mortos no Brasil em 2025, segundo levantamento da Abracopel

Publicado em 02/09/2026 às 10:00
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 (Foto/Arquivo/Cemig)

(Foto/Arquivo/Cemig)

Carregar o celular parece uma tarefa simples e rotineira, mas alguns cuidados são essenciais para evitar acidentes. Cabos danificados, carregadores inadequados, superaquecimento e instalações elétricas em más condições podem provocar choques, incêndios e até mortes.

Dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026 – Ano Base 2025, da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), mostram a dimensão do problema. Em 2025, foram registrados no Brasil 13 acidentes por choque elétrico relacionados ao carregamento de dispositivos móveis, que resultaram em nove mortes.

O levantamento também contabilizou 19 incêndios de origem elétrica associados ao carregamento desses equipamentos, com cinco vítimas fatais.

Diante dos números, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) reforça a importância de verificar as condições do aparelho, do carregador, do cabo e da instalação elétrica antes de conectar o dispositivo à tomada.

Segundo José Firmo do Carmo Júnior, gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, a familiaridade com os equipamentos pode fazer com que os riscos sejam ignorados.

“Cabos danificados, carregadores inadequados, mau contato ou qualquer sinal de aquecimento excessivo devem ser encarados como um alerta para interromper imediatamente o carregamento”, orienta.

Onde carregar o celular também faz diferença

Não é apenas o estado do carregador que merece atenção. O local escolhido para deixar o celular durante o carregamento também pode aumentar o risco de acidentes.

A recomendação é manter o aparelho e o carregador sobre superfícies firmes, ventiladas e que permitam a dissipação do calor.

Por isso, deve-se evitar carregar o celular sobre camas, sofás, almofadas, embaixo de travesseiros ou sobre mesas cobertas por toalhas e outros tecidos. Esses materiais podem dificultar a saída do calor e, em caso de falha ou superaquecimento, contribuir para o início ou a propagação de um incêndio.

Fique atento a cabos e carregadores

Fios desencapados, conectores quebrados, plugues deformados, mau contato, cheiro de queimado e aquecimento anormal são sinais de que o equipamento deve ser retirado de uso.

A Cemig recomenda utilizar carregadores compatíveis com as especificações do aparelho e que atendam aos requisitos de segurança.

Também devem ser evitadas improvisações, como adaptadores inadequados, tomadas em más condições e a conexão de muitos equipamentos em um mesmo ponto, situações que podem provocar aquecimento e aumentar o risco de acidentes.

Água e eletricidade não combinam

Outro cuidado importante é manter celulares conectados à tomada longe de água. O aparelho não deve ser utilizado durante o carregamento próximo a chuveiros, banheiras, piscinas, pias ou outros locais com risco de contato com líquidos.

Também é preciso evitar o manuseio de carregadores, tomadas e aparelhos conectados à rede elétrica com as mãos ou o corpo molhado.

A orientação da Cemig é simples: antes de usar o celular em um ambiente com água, espere o carregamento terminar e retire o aparelho da tomada.

São medidas simples, mas que podem reduzir significativamente o risco de choques elétricos e incêndios dentro de casa.

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