Advogado Marcus Oliveira Fernandes Jr assumiu ontem a defesa de Matusalém Ferreira Júnior, acusado do homicídio de Izabella Marques Gianvechio e dos filhos dela, o casal de gêmeos
Foto/Fernanda Borges
Advogado Marcus Oliveira Fernandes Júnior assumiu ontem a defesa de Matusalém Ferreira Júnior, acusado do homicídio de Izabella Marques Gianvechio e os filhos dela, o casal de gêmeos Lucas Alexandre Gianvechio e Ana Flávia Marques Gianvechio. Ontem, ele protocolou a procuração para representar o cliente nos autos no inquérito que apura o triplo homicídio e ocultação de cadáver junto à 3ª Vara Criminal. Ele vinha tentando formalizar esta questão desde a sexta-feira passada no Fórum Melo Viana. O advogado Odilon dos Santos deixou o caso um dia após o acusado se apresentar à Polícia Civil e confirmar em depoimento a morte das crianças.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, Marcus Júnior afirma que ainda não teve acesso aos autos e, por isso, ainda não tem detalhes da estratégia que será sustentada pela defesa. No entanto, ele já esteve por três oportunidades com Matusalém na penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”. Nestes encontros, o advogado informa que ouviu a versão dele sobre o que ocorreu com as vítimas. “Posso dizer que tive uma hora de conversa nestes três encontros que tive com Matusalém. E ele faz questão de que tudo seja levado ao conhecimento público”, adianta o profissional.
O advogado revela ainda que a maior preocupação do cliente, neste momento, não é ser solto, e sim transferido. Segundo o advogado, Matusalém vem sendo ameaçado pelos outros presos. Por isso, o trabalho será direcionado na tentativa de conseguir esta almejada transferência da unidade prisional. Também não está descartado um habeas corpus para tentar a soltura de Matusalém, que está com a prisão preventiva – cuja duração é de trinta dias – decretada pela Justiça. “Primeiro vou analisar a transferência antes de tentar o habeas corpus”, revela.
Marcus Júnior aproveita para esclarecer que assumiu o caso a pedido de um amigo e não conhecia Matusalém antes de ser constituído advogado. Também garante que é profissional, e se a defesa não fosse dele, outro seria o responsável pelo trabalho. “E eu tenho coragem de assumir qualquer caso que aparecer”, finaliza.
O inquérito que apura o crime está nas mãos da promotora de Justiça Silvana da Silva Azevedo.