
Presidente Lula anunciou programa Desenrola 2.0 em pronunciamento (Foto/Ricardo Stuckert / PR)
BRASÍLIA - O governo vai lançar oficialmente nesta segunda-feira (4/5) o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas. O pacote inclui medidas para reduzir o endividamento das famílias brasileiras.
Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão pelo Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que a proibição em apostas online será um dos requisitos para aderir ao programa.
“O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet. Por isso, quem aderir ao Novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line. Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o petista.
Lula afirmou também que pessoas endividadas terão acesso a descontos de até 90% no valor das dívidas e poderão usar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar os débitos.
Quem está inadimplente com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também poderá negociar as parcelas em atraso.
O que prevê o programa?
O programa prevê um pacote de medidas como a liberação do uso do FGTS e a renegociação de dívidas de cartão de crédito, do rotativo, do crédito direto ao consumidor (CDC) e do cheque especial.
Segundo o governo, os brasileiros endividados terão juros mais baixos, de no máximo 1,99%, e descontos de 30% até 90% no valor da dívida. "Além de parcela menor, os beneficiados terão mais tempo para pagar sua dívida", destacou Lula.
O presidente afirmou que cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do FGTS. Os recursos deverão ser usados exclusivamente para o pagamento de dívidas.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, adiantou na quarta-feira (29/4) que cerca de R$ 4,5 bilhões devem ser liberados do fundo para que trabalhadores quitem débitos. Segundo ele, haverá um limite máximo de R$ 8 bilhões para essa finalidade, mas o valor não deve chegar a esse patamar.
Fonte/O Tempo