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Você já sonhou em ser cientista? Desbravar os céus, olhar para as estrelas pela ótica da Astronomia, descobrir novos corpos celestes? Este é um dos sonhos de uma adolescente de Uberaba, que já se empenha e colhe resultados na área. É o caso da uberabense Maria Clara Almeida Amaral, de apenas 16 anos, que descobriu três asteroides, nomeados, inclusive, com as iniciais dela.
Aluna do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Maria Clara faz parte do grupo nacional de pesquisa InSpace, que trabalha na área de STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). A iniciativa visa promover a divulgação científica, palestras, cursos, projetos, campeonatos e entre outros, tudo de forma gratuita.
“No começo deste ano, eu e mais pessoas do grupo nos inscrevemos para o Caça Asteroides MCTI, que é um programa em parceria entre o Ministério da Ciência Tecnologia Inovações, o International Astronomical Search Collaboration e a própria NASA [National Aeronautics and Space Administration]”, contou Maria Clara, em entrevista ao JM Online.
O programa é de abrangência nacional e internacional. “Com essa participação no Caça, consegui detectar três novos objetos que foram para as preliminares, então assim, eles foram confirmados como asteroides pela NASA/IASC [The International Astronomical Search Collaboration]”. O Caça é realizado por meio de um aplicativo que a NASA e o IASC disponibilizam, que se chama “Astrometrica”. “Com isto, eles nos oferecem imagens de um telescópio, chamado Pan-Starrs, da Universidade do Hawai”.
Radiante com a descoberta, a adolescente ainda explica que os três asteroides detectados foram cunhados com as iniciais dela (MCA0002, MCA0001, MCA0001). “Futuramente poderei escolher outros nomes para os três”, completa.
Na primeira foto, é possível notar a órbita de um dos asteroides; na segunda imagem, Maria Clara com o certificado pela participação e realização no programa
A adolescente afirma que pretende seguir carreira na área e, mais do que isso, espera que a descoberta instigue mais jovens de Uberaba e que a comunidade científica possa crescer ainda mais. “Não me vejo exercendo algo que a Ciência não esteja envolvida no meio. É uma coisa muito mágica, quero ajudar e contribuir para nós no futuro”, animada, explica.
O grupo InSpace possui membros de todo o país e conta também com embaixadores em uma gama diversa, há jovens e profissionais já formados. Maria Clara entrou para o grupo em 2019, quando ele foi fundado, através de uma seleção. Atualmente ela é a única representante da terra do Zebu.
Maria Clara explica que outra conquista do grupo que participa foi a 4° colocação em Minas Gerais Olimpíada Brasileira de Satélite (OBSAT), que é uma Olimpíada Científica de abrangência nacional, concebida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).
“Nessa olimpíada nós iremos construir nosso próprio satélite, que poderão ser lançados para órbita e executarem missões reais. De acordo com o resultado, alguns satélites serão enviados pela Space Exploration Technologies Corp (SpaceX ). Com a nossa classificação nós recebemos um kit com um satélite que iremos programar”, explica.