Segundo o governador, o Estado não poupará esforços para garantir que Minas continue gerando emprego e renda para a população.
O governador Aécio Neves discutiu ontem com o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Robson Andrade, os impactos da crise financeira internacional na economia do Estado, durante encontro no Palácio da Liberdade. O governador determinou aos secretários de Estado de Fazenda, Simão Cirineu, e de Desenvolvimento Econômico, Raphael Guimarães, que se reúnam com representantes da Fiemg para examinarem novas eventuais medidas que possam ser ainda adotadas para amenizar os efeitos da crise. Em novembro, o Governo de Minas anunciou várias ações de apoio ao setor produtivo mineiro. Segundo o governador, o Estado não poupará esforços para garantir que Minas continue crescendo, gerando emprego e renda para a população. Ele alertou que a continuidade do ciclo de desenvolvimento iniciado nos últimos seis anos está diretamente relacionada à capacidade de investimento do Estado e reafirmou que serão mantidos integralmente os R$ 11 bilhões em investimentos previstos no orçamento de 2009. De acordo com o presidente da Fiemg, Minas Gerais está bem preparada para enfrentar a crise. “A gente sabe que, mesmo que haja redução das receitas públicas dos estados, o importante agora é que o Estado gaste bem os recursos que ele tem. E nisso, acho que temos uma vantagem, porque Minas já vem com uma rigidez e uma gestão fiscal muito competente, o que vai dar a todos nós uma garantia, uma segurança para os próximos meses”, avaliou. Medidas de apoio. Em novembro passado, o governador anunciou uma série de medidas de flexibilização tributária e de aumento de crédito para o setor produtivo, com o objetivo de ajudar empresas de vários setores a enfrentar a crise. O pacote representou a injeção de R$ 1,3 bilhão na economia mineira. No dia 15 de janeiro, o Governo de Minas anunciou novas medidas, desta vez de apoio às indústrias metalúrgicas do setor de ferro-gusa.