Rachel deixou quatro vítimas e dez desaparecidos, enquanto Simón provocou a morte de um idoso e mantém autoridades em alerta para chuvas fortes e ondas de até cinco metros
A passagem da tempestade tropical Rachel e do furacão Simón deixou ao menos cinco mortos e provocou inundações em diferentes regiões do México. As autoridades também registraram desaparecidos, deslizamentos de terra e alagamentos em áreas atingidas pelas fortes chuvas.
Segundo informações divulgadas na segunda-feira (12), Rachel deixou quatro mortos no estado da Baixa Califórnia. As vítimas eram dois menores de idade e dois adultos da mesma família, atingidos por inundações. A governadora Marina del Pilar Ávila informou ainda que dez pessoas estavam desaparecidas na região.
Já o furacão Simón provocou a morte de um homem de 71 anos no estado de Guerrero. Segundo a governadora Evelyn Salgado, ele morreu após o desabamento de um muro.
Furacão provoca chuvas e alagamentos
Simón provocou chuvas torrenciais nos estados de Jalisco e Guerrero. Também foram registrados alagamentos e deslizamentos em localidades próximas a rios e córregos nos estados de Michoacán e Colima. O balneário de Acapulco já havia enfrentado inundações na semana anterior.
O ciclone começou a perder força no domingo (11) e se afastava da costa do Pacífico mexicano. Mesmo sem tocar o solo, o fenômeno provocou impactos em cidades costeiras e manteve as autoridades em alerta.
Simón estava na categoria 2 da escala Saffir-Simpson, que vai até 5. Apesar do afastamento da costa, a previsão indicava possibilidade de novas chuvas fortes e ondas de até cinco metros em algumas localidades.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), havia previsão de que o ciclone atingisse a região de Sinaloa, mais ao norte, na quarta-feira (14).
Impactos no turismo
Em Puerto Vallarta, no estado de Jalisco, moradores voltaram a frequentar o calçadão à beira-mar após a melhora das condições do tempo. No entanto, o aeroporto da cidade permanecia fechado, e estabelecimentos comerciais ainda estavam sem funcionar.
A moradora Magda Flores, de 55 anos, afirmou estar mais tranquila diante do afastamento do furacão e demonstrou expectativa pela retomada das atividades comerciais. Ela também destacou as dificuldades enfrentadas pelo destino turístico ao longo do ano.
Temporada de furacões
Rachel já havia se dissipado após atingir a região da Baixa Califórnia, no noroeste mexicano. A temporada de furacões no Pacífico segue sob atenção das autoridades, especialmente diante da previsão de condições favoráveis à formação de ciclones intensos associadas ao El Niño.
No Atlântico, o ciclone Isaías também havia provocado mortes após atingir a costa americana do Golfo do México em 9 de outubro, segundo as informações divulgadas.