MAIO LARANJA

“Agressor está do outro lado da tela”, alertam especialistas sobre crianças online

Maio Laranja reforça orientação para pais acompanharem uso de jogos, redes sociais e aplicativos

Juliana Corrêa
Publicado em 13/05/2026 às 09:42
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O crescimento dos casos de aliciamento de crianças e adolescentes pela internet tem preocupado autoridades e profissionais da rede de proteção em Uberaba. Em meio às ações do Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual infantil, especialistas alertaram para o aumento das ocorrências de “grooming”, prática em que criminosos utilizam jogos online, redes sociais e aplicativos para conquistar a confiança de menores com objetivo de exploração sexual. 

Durante entrevista à Rádio JM, a referência técnica em vigilância das violências da Secretaria Municipal de Saúde, Raíssa Mazeti, explicou que os casos já fazem parte da realidade local e chegam ao município por meio das notificações realizadas pelos serviços de saúde e pela rede de atendimento. Segundo ela, o agressor costuma se aproximar das vítimas fingindo ter a mesma idade, criando vínculos afetivos até conseguir imagens íntimas ou iniciar ameaças e chantagens. 

Raíssa destacou que plataformas de jogos online e aplicativos de conversa têm sido frequentemente utilizados pelos criminosos para abordar crianças e adolescentes “Hoje a gente está lidando com o agressor dentro de casa, mas que está do outro lado da tela. O número de casos de aliciamento online vem crescendo de uma maneira assustadora. A gente não tem dimensão da quantidade de situações que estão acontecendo”, afirmou. 

A superintendente de Políticas para a Infância e Juventude, Vivian Belozzi, reforçou, durante a entrevista, a importância do acompanhamento familiar sobre o uso da internet por crianças e adolescentes. Segundo ela, especialistas defendem que o monitoramento dos pais é fundamental para prevenir situações de risco no ambiente virtual. 

“Tem que existir esse monitoramento. Hoje existe um inimigo que está ali na internet o tempo todo. A criança e o adolescente precisam entender a liberdade, mas também os limites, e os pais precisam acompanhar”, disse Vivian Belozzi. As especialistas orientam que famílias observem mudanças de comportamento, isolamento excessivo e conversas sigilosas na internet, além de manter diálogo constante sobre segurança digital e riscos das interações online.

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