Era certo que a escalada de preços dos combustíveis refletiria no transporte de pessoas. Seja pela falta ou pelos valores exorbitantes cobrados nas bombas, a locomoção por meio de carros, motos e ônibus movidos a combustíveis se tornou desafiadora e, se existe uma lei que nunca falha é justamente a da oferta e da procura. Quem depende do transporte por aplicativo já sofre na pele as dificuldades em encontrar motoristas.
Leitor do Jornal da Manhã utiliza o transporte por aplicativo para se locomover até o trabalho. Ele conta que há tempos já estava encontrando dificuldades em encontrar motoristas, mas que a situação se agravou consideravelmente diante do elevado preço dos combustíveis. Agora, não só ele — que preferiu manter sua identidade preservada — como também as demais pessoas que usam este meio de locomoção estão precisando encontrar vias alternativas para o transporte.
Em contrapartida, as principais operadoras no Brasil, que são a Uber e a 99, anunciaram ainda nesta sexta-feira (11) algumas medidas para mitigar o impacto em seus motoristas parceiros. A Uber pretende investir cerca de R$ 100 milhões em todo o país nas próximas semanas, revertidos em “iniciativas voltadas ao aumento nos ganhos e redução dos custos dos nossos parceiros, além de um reajuste temporário no preço das viagens".
Entre as ações está um reajuste temporário de 6,5% nos preços, que deve ser aplicado a partir da próxima semana. A medida integra pacote de iniciativa global ante à instabilidade do cenário internacional causada pelo conflito no leste europeu.
Também no rol dos reajustes, mas com porcentagem diferente, a 99 anunciou reajuste de 5% no ganho do motorista por quilômetro rodado. A iniciativa será válida em todo o país e deve ser implementada nos próximos dias. A 99 ainda investe em subsídio para acompanhar de forma automática as flutuações dos combustíveis.