GERAL

Amamentação do bebê contribui para desenvolvimento infantil sustentável

O ideal é que bebês recebam leite materno até os dois anos ou mais associado à alimentação, devendo ser exclusivo até o 6º mês

Thassiana Macedo
Publicado em 07/08/2016 às 10:20Atualizado em 16/12/2022 às 17:50
Compartilhar

Reprodução

O ideal é que bebês recebam leite materno até os dois anos ou mais associado à alimentação, devendo ser exclusivo até o 6º mês de vida

Amamentar faz bem à saúde da mãe, do bebê e também do planeta. Esse é o alerta da campanha lançada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria sobre as metas de desenvolvimento sustentável e como elas se relacionam com a amamentação. O Brasil é referência no mundo em aleitamento materno, com taxa de 41%. Além de fazer bem para a saúde da criança e da mulher, o aleitamento materno é a forma mais econômica e ecológica de alimentar uma criança.

O ideal é que bebês recebam leite materno até os dois anos ou mais associado à alimentação, devendo ser exclusivo até o 6º mês de vida. Para fabricação dos leites em pó ou longa vida é necessário o uso de energia, assim como de água, materiais para embalagem, combustível para distribuição, além de produtos de limpeza tóxicos para o preparo diário.

Segundo o Programa das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 77 milhões de recém-nascidos não são amamentados em sua primeira hora de vida, sendo privados de nutrientes e anticorpos e do contato corporal com suas mães, essenciais para protegê-los de doenças e da morte. Atrasar o aleitamento materno até 23 horas após o nascimento aumenta em 40% o risco de morte nos primeiros 28 dias de vida. Atrasá-lo por 24 horas ou mais aumenta esse risco em 80%. Segundo a coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Thereza de Lamare, apenas 43% dos bebês no mundo com menos de 6 meses de idade são amamentados exclusivamente. “Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária”, enfatiza.

A coordenadora enfatiza que cerca de seis milhões de crianças podem ser salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida. Isso porque, metade dos casos de diarreia e um terço das infecções respiratórias em crianças seriam evitadas com o leite materno. Além disso, seria possível evitar, 72% e 57% das internações hospitalares provenientes dessas doenças. “Amamentar ainda traz benefícios para a saúde da mulher, como a redução do risco de desenvolver câncer de mama e de ovário”, completa a coordenadora.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por