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Ambientalista protocola abaixo-assinado contra corte de árvores

Mais de 300 assinaturas foram recolhidas no documento entregue ao Ministério Público contra a ação de retirada das árvores de ruas por onde passará os ônibus BRT

Thassiana Macedo
Publicado em 01/04/2016 às 08:02Atualizado em 16/12/2022 às 02:59
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Foto/Neto Talmeli

Cacá Sankari mostra fotos das árvores cortadas ao promotor João Vicente Davina

Representando o movimento intitulado “Marcadas para morrer...ou viver!”, como também alunos e professores do Conservatório Estadual Renato Frateschi, o ambientalista Carlos Marcos Andrade, o Cacá Sankari, protocolou denúncia no Ministério Público contra o corte de árvores para a implantação das próximas etapas do sistema BRT/Vetor. Recentemente, uma série de árvores cortadas na avenida Nelson Freire, onde está localizada a escola musical, gerou protestos.

Em três dias, o movimento recolheu, por meio físico e on-line, cerca de 300 assinaturas de uberabenses que são contra o corte de árvores no município. Segundo Cacá Sankari, além da supressão das árvores na avenida Nelson Freire, o projeto Vetor prevê a retirada do canteiro central e de parte das calçadas laterais, que já são consideradas estreitas em alguns pontos, o que pode gerar riscos à segurança dos cerca de 3 mil estudantes que frequentam diariamente o Conservatório e pedestres.

“Durante a Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa ocorreu uma devastação em Uberaba. Começou na rua João Dallacqua. Em mais de um quilômetro as árvores foram eliminadas. Na avenida Guilherme Ferreira houve o corte de dezenas de árvores, mas nos foi falado que elas não seriam cortadas, e sim transplantadas”, ressalta.

Sankari protocolou o documento com a denúncia e as assinaturas nas Promotorias de Meio Ambiente, aos promotores Carlos Alberto Valera e Claudine Lara Bettarello, e de Patrimônio Público, ao promotor João Vicente Davina, a fim de que a questão seja protegida conjuntamente pelo Ministério Público. Para o promotor João Davina, a atuação seria da Promotoria de Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo, “ficando reservada à Promotoria de Patrimônio Público investigar eventuais desvios de verbas e fraudes, mas me parece que não há denúncia neste sentido”. “Mesmo assim, farei a leitura das razões e analisarei se é o caso de cobrar do município uma resposta ou encaminhar a peça para a Promotoria de Meio Ambiente”, esclarece.

Em nota, a Prefeitura afirma que o projeto original previa o corte de mais de 200 árvores, sendo que destas 51 foram retiradas e plantadas em outros locais, mas foi determinado o replantio do máximo possível de unidades. E foram suprimidas 37 árvores, mas o total não deve atingir 45 unidades. “Portanto, para cada árvore que for retirada, outras 60 serão plantadas”, visto que o projeto prevê criar um cinturão verde. O município informa que não haverá cortes na Bento Ferreira e na avenida da Saudade; as árvores retiradas serão replantadas.

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