AA afirmou já estar em contato com o prefeito de Igarapava, que ajudará a acionar os gestores das cidades de Aramina, Ituverava e São Joaquim da Barra
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Anderson Adauto lembra que Anastasia deixa o governo em março e está fazendo compromisso para 2016
Pré-candidato a deputado federal, o ex-prefeito Anderson Adauto (PRB) pretende mobilizar prefeitos do interior de São Paulo para cobrar explicações do governo paulista sobre os impedimentos que inviabilizaram o prolongamento do gasoduto de distribuição de Ribeirão Preto (SP) até Uberaba.
Em entrevista à Rádio JM, AA afirmou já estar em contato com o prefeito de Igarapava (SP), Carlos Augusto Freitas (PDT), que ajudará a acionar os gestores das cidades de Aramina, Ituverava e São Joaquim da Barra. A proposta é mostrar as vantagens representadas pela oferta do gás na região e formar um grupo para pressionar o governo de São Paulo a um posicionamento sobre o duto vindo de Ribeirão Preto.
“Vou trabalhar com a classe política do interior paulista. As pessoas têm a impressão que São Paulo é um Estado muito rico, mas a riqueza está concentrada até Orlândia. Os municípios próximos da divisa de Minas não são ricos e vivem da agricultura. O gás pode ajudá-los também”, argumenta.
Para Anderson, não foi razoável substituir um gasoduto de 150 quilômetros por um projeto com extensão de 450 quilômetros, como previsto para trazer o gás de Betim. Além disso, o ex-prefeito ressalta que a opção do governador custará R$ 1,8 bilhão, contra investimento estimado deR$ 500 milhões para implantar o duto entre Ribeirão Preto e Uberaba. “Hoje, o país não tem essa capacidade financeira”, pondera, também salientando que o Anastasia deverá deixar o cargo no ano que vem para disputar eleição a senador: “É muito simples para alguém que está largando o governo em março fazer compromisso para 2016”.
Esta semana, o prefeito Paulo Piau (PMDB) e o secretário estadual Narcio Rodrigues (PSDB) se uniram para rebater as críticas ao gasoduto Betim-Uberaba. Confiantes na consolidação do projeto no prazo necessário para atender a fábrica de amônia da Petrobras, os dois argumentaram que a decisão foi acertada porque vai permitir a criação de um novo corredor de desenvolvimento no interior de Minas Gerais.