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Martinez Alves Costa Júnior afirma que a ansiedade na gravidez é um tema que preocupa
Estudo apresentado na 25ª reunião da Sociedade de Neurociência Cognitiva, nos Estados Unidos, indica que os níveis de ansiedade em grávidas podem comprometer o desenvolvimento dos fetos. Os investigadores descobriram que as gestantes que relatavam alto nível de estresse carregavam fetos com eficiência reduzida nos sistemas funcionais neurais.
Médico pós-graduado em Neurologia, Martinez Alves Costa Júnior, afirma que a ansiedade na gravidez é um tema que preocupa, principalmente pelas alterações que podem ocorrer com o fet cognitivas e de irritabilidade após o nascimento, como um pouco de lentidão de pensamento e irritabilidade.
O tratamento pode ser feito de forma multidisciplinar, envolvendo psicólogo, médicos da área de neurologia, clínica médica e da psiquiatria, dependendo do grau de estresse da paciente gestante. Martinez pontua que é possível abrir mão de tratamentos medicamentosos, especialmente no primeiro trimestre da gestação, quando existe a preocupação com algumas medicações em relação às alterações anatômicas, ou seja, má-formação desse feto.
O acompanhamento com o neurologista pode diminuir a elevação na irritabilidade, juntamente com o tratamento multidisciplinar e a rotina familiar. Em alguns casos, o especialista diz ser necessário conversar com familiares para saber como é o ambiente em que vive a grávida e se existem problemas modificáveis. “Lembrando que a gestação causa alterações hormonais, que também geram irritabilidade”, ressalta.
Martinez explica que é possível combater experiências negativas vividas pela gestante para que, durante a gravidez, o cérebro não maximize esses sentimentos, comprometendo o desenvolvimento do feto. “Caso não haja restrição, é importante também a prática de exercícios físicos e terapias ocupacionais direcionadas para gestantes”, completa.