NOVO MEDICAMENTO

Anvisa aprova medicamento semanal que combina insulina e semaglutida

Kyinsu é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença com tratamentos anteriores

Publicado em 28/09/2026 às 11:17
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do Kyinsu, medicamento de aplicação semanal indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28).

O medicamento combina dois princípios ativos: insulina icodec, uma insulina basal de ação prolongada, e semaglutida, substância que atua como agonista do receptor de GLP-1.

Segundo informações da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o Kyinsu é indicado para pacientes cuja diabetes não esteja adequadamente controlada com insulina basal ou com medicamentos agonistas do receptor de GLP-1.

A aplicação é feita por meio de injeção sob a pele, na região da coxa, braço ou abdômen. Após receber orientação adequada, o próprio paciente pode realizar a aplicação.

Antes de iniciar o tratamento com Kyinsu, a terapia anterior com insulina ou com agonistas do receptor de GLP-1 deve ser interrompida. Durante a mudança, os níveis de glicose precisam ser acompanhados regularmente para que a dose seja ajustada conforme a necessidade.

Estudos avaliaram mais de 2,6 mil pacientes

A eficácia do medicamento foi avaliada em três estudos que reuniram mais de 2,6 mil adultos com diabetes tipo 2 que não apresentavam controle adequado da glicemia com os tratamentos utilizados anteriormente.

Um dos principais parâmetros analisados foi a hemoglobina glicada, exame utilizado para avaliar os níveis médios de glicose no sangue.

Em um estudo com 1.291 pessoas que utilizavam insulina basal diariamente, a redução média da hemoglobina glicada após um ano foi de 1,55 ponto percentual entre os pacientes tratados com Kyinsu, contra 0,89 ponto percentual entre aqueles que receberam apenas insulina icodec.

Em outro estudo, com 683 adultos que utilizavam um agonista do receptor de GLP-1, a redução média foi de 1,35 ponto percentual com Kyinsu e de 0,90 ponto percentual com semaglutida após um ano.

Um terceiro estudo, com 679 participantes, apontou redução média de 1,47 ponto percentual com Kyinsu, contra 1,40 ponto percentual com insulina glargina e insulina asparte.

Quais são os efeitos colaterais?

Entre os efeitos adversos mais frequentes estão hipoglicemia e reações gastrointestinais, como náusea e diarreia.

O tratamento deve ser associado a dieta, exercícios físicos e medicamentos antidiabéticos administrados por via oral, conforme orientação médica.

A autorização brasileira ocorre após o medicamento ter recebido autorização para comercialização na União Europeia em novembro de 2025.

O uso do Kyinsu deve ser feito com acompanhamento de profissional de saúde, especialmente durante a troca de outros tratamentos injetáveis e o período de ajuste das doses.

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