RECOLHIMENTO ANVISA

Anvisa recolhe antibiótico após vidro ser encontrado em frasco e suspende outros medicamentos

Agência determina recolhimento de lote do Polycid e adota medidas contra produtos com falhas de qualidade e sem autorização sanitária

Publicado em 18/06/2026 às 09:47
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do antibiótico Polycid após a identificação de um fragmento de vidro dentro de um frasco do medicamento. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU).

O recolhimento do lote 2519879 foi realizado de forma voluntária pela fabricante, a União Química Farmacêutica Nacional. Além da retirada do mercado, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição e utilização do lote afetado.

O Polycid é utilizado no tratamento de infecções bacterianas graves e, segundo a agência, o uso do medicamento pertencente ao lote recolhido deve ser interrompido imediatamente.

Além do antibiótico, a Anvisa também adotou medidas contra outros medicamentos que apresentaram problemas de qualidade. Entre eles está um lote da solução fisiológica de cloreto de sódio da empresa Equiplex, recolhido por desvios relacionados à qualidade do produto.

Outro medicamento afetado foi o Hyclin, à base de fosfato de clindamicina, da Hypofarma. O lote 24101854 teve a comercialização suspensa após a identificação de alteração na coloração e presença de corpos estranhos em frascos lacrados.

A fiscalização também atingiu produtos sem autorização sanitária. A agência determinou a apreensão de anestésicos utilizados na área da estética, além dos suplementos alimentares Glowena e Masterfitone, que estavam sendo comercializados sem registro regular.

Um esteroide anabolizante veterinário à base de trembolona também foi proibido por não possuir autorização para comercialização no país.

A Anvisa ainda suspendeu todos os medicamentos manipulados produzidos pela Farmácia S J do Jabour Ltda, conhecida como Farmacam. De acordo com a agência, os produtos eram vendidos diretamente ao público, apesar de exigirem prescrição médica.

As empresas citadas foram procuradas pela imprensa para comentar as medidas adotadas pela Anvisa. Até o momento, não houve manifestação pública sobre os casos.

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