Dentro do Mercado Municipal faltam segurança, higiene e limpeza, os banheiros estão imundos, chove e tem goteira no prédio inteiro
O comerciante Ednei Eduardo de Sousa lembra ainda da questão da segurança. Para ele, embora o município esteja tentando resolver o problema dos “flanelinhas” que permanecem do lado de fora através das ações da Guarda Municipal, ainda há muito o que fazer. “Depois do Shopping Uberaba, o lugar que mais recebe consumidores na cidade é o Mercado, então, deveria haver um policial militar. Tem um guarda municipal que fica aqui de manhã, mas ao meio-dia ele vai embora. Ou seja, não temos segurança alguma”, conta ele, ressaltando ainda a fragilidade dos portões.
Ednei de Sousa pontua ainda problema com a falta de estacionamento para os clientes. “Hoje, nosso espaço já é pouco. E ouvi falar que vai ter mudança e as pessoas não vão mais poder parar dos dois lados no entorno, somente encostado no Mercado. Dentro do Mercado faltam segurança, higiene e limpeza, os banheiros estão imundos, chove e tem goteira no prédio inteiro. Sei que o município está passando por uma tremenda dificuldade por falta de dinheiro, mas prometeram que vão reformar o Mercado, mas até agora não sabemos quando. Se fizerem o que prometeram, vai melhorar muito, mas até lá há coisas que não poderiam ser deixadas de lado”, destaca.
O permissionário afirma que a Vigilância Municipal é sempre muito exigente com a higiene dos boxes, especialmente aqueles que trabalham com alimentos, enquanto o restante do Mercado e os banheiros ficam imundos. “Já pedimos várias vezes para que coloquem alguém para ficar dentro do banheiro, cobrando para a utilização. Pagaríamos satisfeitos, porque hoje os mendigos entram para tomar banho. E os servidores da Prefeitura que atuam aqui não são funcionários para o Mercado. Geralmente é um funcionário que estava encostado no cemitério e foi mandado para cá. O piso era lavado e encerado toda sexta-feira no governo passado, agora fica um mês sem lavar. Se um cliente pergunta se tem banheiro, tenho vergonha de dizer que sim. Acabo pedindo para ir lá em cima ou na lanchonete que tem lá fora”, avalia.