Conselho de Sentença, presidido pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Fabiano Garcia Veronez, absolveu a ré Anilda Aparecida da Cruz e condenou Marco Antônio Fernandes a 17 anos
Foto/Jairo Chagas
Júri não aceitou tese de execução encomendada, absolvendo Anilda Aparecida, mas condenou Marco Antônio
Conselho de Sentença, presidido pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Fabiano Garcia Veronez, absolveu a ré Anilda Aparecida da Cruz e condenou Marco Antônio Fernandes a 17 anos. Os dois foram acusados pelo promotor Roberto Pinheiro da Silva Freire de homicídio duplamente qualificado, praticado contra Antônio Cândido Ferreira. A defesa de Anilda foi feita pelo advogado Tiago Leonardo Juvêncio, e Marco Antônio foi defendido por Pedro Henrique Leopoldino de Oliveira.
De acordo com o advogado Tiago Juvêncio, a defesa de Anilda foi pautada na tese de negativa de autoria, a qual foi aceita pelo júri. Neste sentido, ela foi absolvida e teve o alvará de soltura expedido ao final do julgamento.
Ao julgar Marco Antônio, o júri não acolheu a tese de legítima defesa, pois foi considerada a preparação do crime, visto que as câmeras de segurança do posto flagraram o réu comprando o combustível utilizado para atear fogo ao corpo da vítima no dia do homicídio.
Após 13 horas de debate, Tiago Juvêncio considera que este foi um julgamento tenso, difícil e conturbado, pois houve discussão entre as famílias que acompanhavam o julgamento e a Polícia Militar teve de ser chamada para evitar o confronto verbal que se deu dentro do salão do Tribunal.
O crime ocorreu em 29 de março deste ano, no município de Veríssimo. Conforme a acusação, tratava-se de crime de execução, o qual teria sido encomendado por Anilda Aparecida em razão do divórcio. A ré havia sido casada com a vítima por sete anos, em regime de comunhão universal de bens. O corpo do aposentado foi encontrado carbonizado em sua própria residência por um vizinho. Conforme investigação, Anilda mantinha um relacionamento com o vaqueiro Marco Antônio. No dia do crime, os três teriam feito uso de bebida alcoólica juntos. Após embriagar o aposentado, os acusados teriam levado a vítima para a sua residência.
Em seguida, o réu Marco Antônio saiu da residência da vítima e foi a um posto de combustíveis nas imediações e, na primeira tentativa de comprar gasolina com uma garrafa pet, não obteve êxito. Ele então buscou um galão, comprou combustível e deslocou-se até a casa, onde ateou fogo ao corpo do aposentado, que se encontrava embriagado.
Em depoimentos preliminares, Anilda afirmou que Marco Antônio tinha ciúme dela com a vítima, porém o acusado disse que ela o teria instigado a matar seu ex-marido. Os dois chegaram a ser presos em flagrante, após depoimento de uma testemunha que presenciou o contato dos réus com a vítima, e encaminhados à penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, onde permaneceram presos até o julgamento.