GERAL

Assassino de estudante afirma em juízo que tiro foi disparado de forma acidental

Realizada ontem audiência de instrução e julgamento na ação penal que apura homicídio e ocultação de cadáver da estudante de Jornalismo Jaquelaine Arruda

Daniela Brito
Publicado em 07/04/2015 às 08:05Atualizado em 17/12/2022 às 00:41
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Fot Jairo Chagas

Realizada ontem audiência de instrução e julgamento na ação penal que apura o homicídio e ocultação de cadáver da estudante de Jornalismo Jaquelaine Arruda, no Fórum Melo Viana. A vítima foi morta no dia 17 de julho de 2014.

O juiz Fabiano Garcia Veronês, da 2ª Vara Criminal, ouviu o denunciado pelo crime, o operador de produção André Inácio de Albuquerque, cuja defesa está nas mãos dos advogados Juliana  Alves Castejon e Pablo Gonçalves de Melo.  

Durante pouco mais de duas horas, o réu, que está preso preventivamente, prestou depoimento em juízo. De acordo com a advogada, ele destacou, principalmente, que estava envolvido afetivamente com a estudante. Afirmou que o tiro que matou a vítima foi acidental e teria ocorrido em meio a uma discussão. André Inácio disse que estava armado em razão das ameaças que os dois vinham recebendo de outras pessoas. Conforme o acusado, estas pessoas também tinham envolvimento com Jaquelaine Arruda, que era garota de programa.

Ainda segundo o depoimento, a vítima pedia para que André Inácio abandonasse a esposa e ainda ameaçava contar para ela sobre o relacionamento extraconjugal.

Em juízo, ele negou que colocou fogo no canavial onde o corpo foi desovado. Após o depoimento, o réu retornou à Penitenciária Aluízio Ignácio de Oliveira.

Outra testemunha, arrolada pela acusação, também prestou depoimento durante a audiência e afirmou que a estudante vinha sendo ameaçada de morte.

Agora, o juiz abrirá vistas às partes – defesa e acusação – para as chamadas “alegações finais”. Em seguida, o magistrado pode pronunciar André Inácio pelo crime de homicídio triplamente qualificado praticado contra a estudante de jornalismo. Se for confirmada esta decisão, o réu pode ser julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes contra a vida.

O corpo da estudante foi localizado três dias após o crime por funcionário de uma usina de cana-de-açúcar, nu e parcialmente queimado, no meio de um canavial na AMG-2595 (antiga avenida Filomena Cartafina). A confirmação de que se tratava da estudante desaparecida aconteceu com o reconhecimento por parte de parentes. Ela foi morta com um disparo efetuado a curta distância e na nuca.

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