
Agentes armados escalam cadeiras enquanto se dirigem ao palco após som de tiros serem ouvidos durante o Jantar dos Correspondentes (Foto/DANNY KEMP / AFP)
A atmosfera de celebração que envolvia o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado (25), em Washington, foi subitamente rompida. O encontro, que reunia o presidente Donald Trump, o alto escalão do governo e centenas de jornalistas, transformou-se em um cenário de tensão após o som de disparos de arma de fogo ecoar pelo evento.
Devido a uma ação rápida da segurança, que conseguiu se reerguer após ter o bloqueio furado, o atirador foi preso antes que o incidente se transformasse em uma tragédia. Ainda assim, o ataque fez com que a tensão pairasse no ar.
Abaixo, vamos fazer uma linha do tempo e lhe explicar da melhor forma todas as informações que temos a respeito do incidente.
O que aconteceu?
Por volta das 20h35, no horário local, um indivíduo armado ultrapassou um posto de segurança nas imediações do salão principal e abriu fogo, sendo rapidamente interceptado por agentes do Serviço Secreto. Diante dos estrondos e do pânico generalizado no salão, que abrigava mais de 2.300 convidados, o presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio foram prontamente evacuados do palco sob forte escolta armada.
Embora o caso esteja sob investigação do FBI, Trump declarou em coletiva de imprensa que acredita ter sido o alvo primordial do ataque, classificando o suspeito como um aspirante a assassino. Este já é o terceiro atentado contra o líder norte-americano desde 2024.
Veja vídeo do momento do ataque a Trump
Quem era o suspeito e qual arma ele usou?
O atirador foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente de Torrance, na Califórnia. Em registros profissionais, ele é descrito como engenheiro mecânico formado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia e mestre em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia. As autoridades informaram que o suspeito portava a espingarda utilizada no ataque, além de uma arma de fogo de cano curto e diversas facas. Allen foi neutralizado, imobilizado e detido sem ser alvejado pelos agentes, sendo encaminhado posteriormente para avaliação em um hospital local. A promotoria federal o acusou formalmente por uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão contra um agente federal com arma perigosa, e as evidências preliminares apontam que ele agiu sozinho.

Presidente dos EUA Donald Trump divulga foto do homem que foi detido suspeito pelo tiroteio no jantar anual com os correspondentes da Casa Branca. (Foto/Truth Social/Reprodução)
Vítimas
Durante o confronto na entrada do salão, um membro do Serviço Secreto foi atingido por um disparo. Graças ao uso do colete à prova de balas, o agente não sofreu lesões graves e seu estado de saúde é considerado estável. A organização do evento e as autoridades de segurança confirmaram que nenhum civil ou convidado ficou ferido durante o tumulto.
Como o atirador furou o bloqueio de de segurança?
O evento contava com um robusto esquema de segurança em camadas, que incluía detectores de metal e verificação de credenciais para o acesso ao salão. No entanto, a investigação preliminar indica que o atirador estava hospedado no próprio Washington Hilton. Essa condição de hóspede teria permitido que ele circulasse pelas zonas intermediárias do hotel e contornasse os bloqueios externos antes de chegar à área do evento portando o arsenal. O local carrega um forte simbolismo no calendário político e na crônica policial americana, pois foi na saída deste mesmo hotel que o ex-presidente Ronald Reagan sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 1981.
Repercussão
O episódio gerou condenação imediata e unânime na comunidade internacional. Líderes de diversas nações, incluindo os chefes de Estado e de governo de países como México, Argentina, Paquistão, Peru, Índia, Japão, Canadá e Austrália, emitiram comunicados repudiando o ato violento. A classe política norte-americana também se uniu no repúdio. Oponentes democratas históricos de Trump, a exemplo de Nancy Pelosi e Gavin Newsom, vieram a público para celebrar o bem-estar do presidente e rejeitar veementemente o uso da violência nas disputas democráticas.
Fonte/O Tempo