Estudo americano, publicado em fevereiro no jornal Optometry and Vision Science, diz que o astigmatismo está bastante relacionado com a diminuição da fluência da leitura infantil
Foto/Neto Talmeli
Cerca de 80% da nossa relação com o mundo se dá através da visão, conforme a Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Em virtude dessa condição, é preciso diagnosticar e corrigir problemas precocemente. Um estudo americano, publicado em fevereiro no jornal Optometry and Vision Science, diz que o astigmatismo está bastante relacionado com a diminuição da fluência da leitura infantil.
Segundo o oftalmologista Djalma Abrão Júnior, isto se explica porque o astigmatismo, como a miopia e a hipermetropia, é um erro refracional. “Ele ocorre devido a uma alteração na curvatura corneana, fazendo com que a imagem fique borrada tanto para longe quanto para perto”, ressalta.
O oftalmologista alerta que a criança com astigmatismo geralmente reclama de cansaço visual, dor de cabeça e pode ter dificuldade tanto para ver o quadro na escola quanto para ler, e na hora de escrever normalmente pula linhas ou letras, o que pode atrapalhar o desenvolvimento educacional. “Geralmente as crianças começam a reclamar do desconforto na fase de alfabetização, que é quando a visão é mais exigida. É necessário que os professores fiquem atentos quanto a qualquer dificuldade de aprendizagem, pois a causa pode ser a dificuldade visual”, reforça.
Djalma Júnior esclarece que o tratamento ideal para crianças é o uso de óculos, pois lentes de contato exigem cuidados específicos, sendo indicadas, então, somente após os 12 anos. “Já a cirurgia é prescrita quando houver estabilização do grau, que ocorre em torno dos 20 anos de idade. Por isso, a orientação é sempre de que se faça a avaliação anual da criança, mesmo sem queixas, para que qualquer problema seja logo identificado e o seu tratamento, prontamente iniciado”, completa o especialista.