De acordo com a Febraban, esse tipo de fraude desviou mais de R$380 milhões em 2016
As compras online fazem cada vez mais parte da vida do brasileiro. Seja pela comodidade de fazê-las em qualquer lugar ou pela facilidade na comparação de preços, marcas e lojas, o setor não para de crescer. Estimativa da Ebit, empresa que disponibiliza informações do comércio eletrônico, é que o varejo eletrônico fature quase R$50 milhões neste ano, gerando um crescimento de 12% se comparado com o ano anterior.
Contudo, é preciso redobrar a atenção para não cair em armadilhas na hora da compra virtual, especialmente no que tange aos boletos bancários, considerado o segundo meio de pagamento preferido dos brasileiros e um dos principais alvos dos criminosos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que em 2016 os golpes em boletos somaram mais de R$380 milhões. Com as novas regras de registro dos boletos, a expectativa é dificultar as fraudes. Entretanto, como as mudanças ocorrerão de forma gradual, especialistas destacam a necessidade de observar o documento antes de efetuar o pagamento. Isso, considerando que a grande maioria dos boletos fraudados possuem inúmeros erros, que podem ser percebidos se olhados com atenção.
Uma das dicas dos especialistas da Simplic, plataforma de crédito totalmente online do Brasil, é verificar o código da instituição bancária emissora, que aparece à direita da logo do banco e nos primeiros três dígitos da linha “digitável”. Caso os dois números não sejam iguais ou o código não seja o mesmo do banco emissor, o boleto foi falsificado.
Outra informação presente nesse código é o valor a ser pago. Os dez últimos dígitos indicam sempre o valor do documento, sem descontos. Logo, se o valor da conta for R$350,00, os últimos dígitos serão 0000035000. Se algum desses dados não bater, não pague o boleto e procure orientação da empresa fornecedora do serviço a ser pago e do banco.