O Conselho da Educação Física orienta sobre a necessidade do atestado médico geral antes de se realizar qualquer atividade
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O Conselho da Educação Física orienta sobre a necessidade do atestado médico geral antes de se realizar qualquer atividade física
É comum, principalmente no início do ano, as pessoas quererem se livrar da vida sedentária e praticar exercícios para compensar as duas semanas de exageros na comida e bebida com as festas de Natal e réveillon. Porém, muitas vezes, com a vontade de tirar o atraso, isso ocorre de forma desregrada e sem o acompanhamento de um especialista.
De acordo com o educador físico Gustavo Assunção, neste período de volta às atividades físicas é preciso tirar o pé do acelerador. “Voltar bem mais devagar com exercícios que se praticava anteriormente. Quem não fazia atividade e está iniciando agora tem que ter uma adaptação bem gradativa, até por causa da alimentação do fim do ano, que é diferente da rotina diária. Descanso também é importante, devido aos índices hormonais não estarem legais, por conta do cortisol alto, relativo à alimentação e à falta de sono”, alerta o profissional.
Ainda segundo o educador físico, a presença do hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, conhecido como cortisol, sobe no organismo durante a atividade física. Ele explica que o cortisol serve para ajudar o organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações, contribuir para o funcionamento do sistema imune e manter os níveis de açúcar no sangue, assim como a pressão arterial.
O Conselho da Educação Física orienta sobre a necessidade do atestado médico geral antes de se realizar qualquer atividade física. Gustavo Assunção ressalta que não existe restrição para a prática de alguma atividade física. “A musculação, por exemplo, será direcionada à pessoa de acordo com a necessidade que ela tiver. Se ela tiver um problema no joelho, vamos aplicar um exercício ou método diferente do escolhido para uma pessoa saudável.
Outro caso, o cardíaco não pode fazer uma manobra de Valsalva (realizada ao se exalar forçadamente o ar contra os lábios fechados e nariz tapado, o qual diminui o fluxo sanguíneo venoso), que é até involuntário. Nesse caso, o profissional que acompanha uma pessoa cardíaca deve ficar de olho para que essa manobra não seja realizada. Assim todos podem fazer alguma atividade, mas tomando os cuidados necessários”, finaliza.