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Desempenho do setor industrial em Minas foi negativo, ao contrário do que aconteceu na maioria do país
Dados da pesquisa do setor industrial mensal, divulgados na terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a atividade em Minas Gerais recuou 0,2% entre abril e maio deste ano.
É um resultado que vai na contramão do que aconteceu em 10 das 14 regiões pesquisadas. Na soma geral, foi registrado crescimento de 0,8% no ritmo da produção industrial nacional. Os avanços mais intensos assinalados foram registrados no Ceará (5,9%), Bahia (3,6%) e Pará (3,1%). Houve crescimento também no Rio Grande do Sul (2,5%), São Paulo (2,5%), Santa Catarina (1,4%), Paraná (1,4%), região Nordeste (1,3%), Goiás (0,8%) e Pernambuco (0,1%).
Na direção oposta, o Estado do Amazonas (-3,6%) apontou o resultado negativo mais acentuado, após a queda de 0,6% verificada no mês anterior. As demais taxas negativas foram assinaladas por Espírito Santo (-1,9%), Rio de Janeiro (-1,6%) e Minas Gerais (-0,2%).
Na média nacional, a indústria teve expansão de 4,0% em maio ante o mesmo período de 2016. O IBGE ponderou, entretanto, que o resultado foi ajudado por um efeito calendário, uma vez que maio de 2017 teve um dia útil a mais do que maio do ano anterior.
Apesar da sinalização de crescimento, alguns especialistas não apostam que esses dados apontem retomada do crescimento da economia. É que o indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 2,4% em maio de 2017 no total da indústria nacional, permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Em termos regionais, onze dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em maio de 2017, mas doze apontaram maior dinamismo frente aos índices de abril último.