Após audiência de conciliação, nesta terça-feira (17), trabalhadores da Educação optaram por terminar a greve sanitária promovida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Dessa forma, as aulas presenciais na rede estadual retornam ao modelo presencial na próxima quinta-feira (19). Ficou decidido que haverá ainda reposição do conteúdo presencial em um prazo de 90 dias, a partir da data do retorno às atividades.
A greve acontece desde o dia 2 de agosto com a alegação de falta de segurança sanitária por parte da rede de ensino estadual de Minas, o que impossibilitaria o retorno presencial com segurança tanto aos alunos, quanto aos profissionais. No entanto, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) afirma que o retorno das aulas presenciais é gradual, híbrida e facultativa. A pasta também pontuou que a volta segue protocolos sanitários da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Na última sexta (13), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) havia suspendido a greve convocada pelo Sind-UTE/MG, sob pena de multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento, limitada até R$ 2 milhões.
O acordo foi homologado pela desembargadora Albergaria Costa, do 2º Cartório de Feitos Especiais. Ficou decidido também pelo abono de faltas do dia 2 de agosto, quando a paralisação foi iniciada, até esta quarta (18).
Também assinaram o acord o procurador do Estado, Arthur Pereira Paixão Filho; a secretária-adjunta de Estado da Educação, Geniana Faria; a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano e o procurador de Justiça Elvezio Antunes de Carvalho.
Em Uberaba
Após a audiência realizada em Belo Horizonte, houve uma assembleia entre os presidentes dos Sind-UTE das cidades que aderiram a greve, em que foi optado pelo fim da mesma. A presidente do sindicato em Uberaba, Maria Helena Gabriel, afirma que a decisão foi tomada a contragosto.
“Estamos indignados pelo que o governo e o Tribunal de Justiça, que fez esta greve terminar desta forma, estão fazendo com a categoria. Não gostaríamos que os trabalhadores em Educação, que os alunos, que os pais voltassem dessa forma. Sabemos o quanto vai ser difícil, quanto vai ser complicado o tumulto dentro das escolas. As aulas online continuarão, os pais que preferirem ficar dentro de casa com os filhos vão ficar. E as aulas presenciais vão continuar. Tivemos que aceitar muito a contragosto esse retorno presencial”, afirma Maria Helena.
A presidente do Sind-UTE/Uberaba ainda conta que será criado um canal de denúncias que será colocado à disposição dos trabalhadores da Educação, onde o trabalhador em educação vai poder comunicar o que está acontecendo dentro das redes estaduais em relação ao Covid. “Essa denúncia será voltada para as mãos dos responsáveis por colocar os trabalhadores dentro da escola”, finaliza.
*Com informações do Estado de Minas