O crescimento dos registros de chikungunya no Triângulo Mineiro levou o Governo de Minas a emitir um alerta sanitário para a região. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) aponta que, até 9 de fevereiro, Minas Gerais contabilizou 1.032 casos prováveis da doença, sendo quase três quartos concentrados na macrorregião do Triângulo, com maior incidência em Uberlândia, Ituiutaba e Araguari.
O acompanhamento diário realizado pela Vigilância Epidemiológica Estadual indica tendência de alta na circulação do vírus desde o início do mês. Embora o Estado ainda não classifique a situação como epidemia em larga escala, o volume de notificações concentradas exige ações imediatas de contenção. Diante disso, a SES-MG iniciou uma série de oficinas voltadas à qualificação das equipes municipais de saúde, programadas para os dias 10 e 11 de fevereiro.
As capacitações têm como foco aprimorar o reconhecimento clínico da chikungunya e orientar o manejo adequado dos pacientes. Os encontros ocorrem nesta terça-feira (10), em Uberlândia, e na quarta-feira (11), em Ituiutaba. Para o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, a resposta rápida passa pela organização da rede assistencial. “O objetivo é preparar os municípios para agir com agilidade, garantindo atendimento adequado à população”, destacou.
Apesar do reforço estadual, que inclui investimentos anuais de aproximadamente R$ 210 milhões em ações de vigilância, a SES-MG ressalta que o combate ao Aedes aegypti depende, principalmente, da participação da população. Segundo a secretaria, cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências. Além de estratégias como uso de drones e aplicação de inseticida, o Estado organiza o “Dia D – Minas unida contra o Aedes”, em 28 de fevereiro, com mutirões de limpeza e atividades educativas em todos os municípios mineiros.
A chikungunya provoca febre repentina acompanhada de fortes dores articulares, que podem persistir por longos períodos e se tornar crônicas. Em pessoas mais vulneráveis, como idosos e recém-nascidos, a doença pode evoluir para quadros graves e até levar à morte. A recomendação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas.
*Com informações do Regionalzão