Dono da aeronave, que só tinha licença para uso privado, é empresa paulista; Cenipa assume investigação das causas
Destroços do acidente de avião em Altair (SP) (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Um monomotor caiu e pegou fogo na madrugada deste sábado (18) na zona rural de Altair, no interior de São Paulo, matando o piloto. A aeronave estava legalmente impedida de voar pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): o certificado de aeronavegabilidade havia vencido nove dias antes do acidente.
O caso foi registrado por volta de 0h45, em uma fazenda próxima a uma usina canavieira. Um funcionário da usina percebeu um clarão seguido de um foco de incêndio perto da frente de colheita de cana-de-açúcar e acionou as autoridades.
Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local e encontraram a aeronave completamente destruída e ainda em chamas – com partes espalhadas pelo canavial. Nos destroços, havia um corpo carbonizado, sem possibilidade de identificação imediata.
A aeronave era um Cessna U206E, prefixo PT-XRI, fabricado em 1970 e com capacidade para o piloto mais cinco passageiros. O aparelho estava registrado em nome da empresa Igor Leite Distribuidora Ltda., com sede em São Paulo, e tinha licença apenas para uso privado, sem autorização para táxi aéreo.
Segundo a Anac, o certificado de aeronavegabilidade estava suspenso desde o dia 9 de abril, tornando o voo irregular. No momento do acidente, o piloto era o único ocupante.
A área foi isolada por equipe policial de Guaraci para preservação do local, e a perícia técnica de Barretos foi acionada. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi comunicado e deve assumir a apuração das causas da queda.
O caso segue registrado na Polícia Civil. Até a publicação desta matéria, a identidade da vítima não havia sido confirmada, assim como a origem e o destino do voo.
Fonte: O Tempo