O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou ontem a ampliação das suas linhas de crédito.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a ampliação das suas linhas de crédito para ajudar as empresas a enfrentarem a crise econômica. Os empréstimos terão, no entanto, uma taxa de juros 2,5 pontos percentuais acima da cobrada atualmente, pelo banco, na maioria dos seus financiamentos.
A maioria das operações do banco estatal tem juros atrelados à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 6,25% ao ano. As novas linhas estarão ligadas à Taxa e Juros do Tesouro Nacional (TJTN), de 6,25% mais 2,5% ao ano (8,75% ao ano).
Esse aumento se deve ao encarecimento do crédito repassado pelo Tesouro Nacional, que disponibilizou mais R$ 100 bilhões para o BNDES aumentar suas linhas de crédito.
As linhas são destinadas a exportações, compra de ônibus e caminhões, aquisição de máquinas e equipamentos, capital de giro e empréstimo-ponte.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que seria injusto dizer que o banco está aumentando suas taxas de juros. Segundo ele, esse custo maior deve-se às novas linhas de crédito que estão sendo criadas pelo banco. "Ampliou o conjunto de operações que são consideradas investimento e o juro ficou mais caro. Tem muita coisa que não está financiada hoje e que será financiada", afirmou. Segundo Coutinho, apesar do custo maior, as taxas ainda estão abaixo das praticadas no mercado financeiro.
"Esses R$ 100 bilhões nos foram repassados a um custo mais alto que a TJLP. Estamos buscando substituir algumas coisas que o mercado deixou de fazer e estamos fazendo de modo ainda mais barato do que o mercado cobrava".