EVOLUÇÃO MÉDICA

Bolsonaro recebe alta da UTI e é transferido para o quarto

Ex-presidente continua internado sob monitoramento para tratar pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração

Ana Paula Ramos/O Tempo
Publicado em 23/03/2026 às 19:12
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início da noite desta segunda-feira (23/3) e foi transferido para um quarto do Hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada pelo médico Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro.

Segundo a equipe médica, ele seguirá o tratamento da pneumonia bacteriana sob monitoramento, mas em um ambiente de menor complexidade.

Mais cedo, o boletim médico divulgado pelo hospital já indicava que Bolsonaro estava melhorando e que tinha “previsão de alta da UTI nas próximas 24 horas”. De acordo com o comunicado, o ex-presidente continua internado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração, mas apresenta quadro estável e sem intercorrências recentes. “Paciente permanece estável clinicamente, com evolução favorável”.

Os médicos informaram ainda que Bolsonaro continua em uso de antibioticoterapia endovenosa, além de suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora, medidas consideradas essenciais para a recuperação pulmonar.

Com recém completados 71 anos, Bolsonaro está internado desde o último dia 13, após passar mal na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Nos últimos dias, os médicos já apontavam evolução positiva, com resposta ao tratamento antibiótico e melhora gradual do quadro clínico.

A alta de Bolsonaro da UTI ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23/3) a favor da concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, apontando que o atual quadro de saúde exige monitoramento contínuo que não pode ser garantido no sistema prisional. A decisão agora cabe ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Fonte: O Tempo.

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